Cancro da próstata: nanopartículas de ouro podem ser chave do tratamento

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

19 julho 2012
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Investigadores americanos demonstraram que a utilização de nanopartículas de ouro e de um composto encontrada nas folhas do chá é capaz de reduzir em 80% o volume dos tumores da próstata, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

Atualmente são necessárias elevadas doses de quimioterapia para o tratamento de certos tipos de cancro. Assim, para além destes compostos químicos destruírem e diminuírem o tamanho dos tumores, também danificam os órgãos, afetando consequentemente as funções do organismo. Contudo, através deste novo tratamento desenvolvido pelos investigadores da University of Missouri, nos EUA, são necessárias doses duas mil vezes menores do que a quimioterapia atual e não há danos nos tecidos saudáveis.

 

“No nosso estudo encontramos um composto especial no chá que é atraído pelas células tumorais da próstata”, revelou em comunicado de imprensa uma das autoras do estudo Kattesh Katti. “Quando combinámos o composto do chá com as nanopartículas radioativas de ouro, o composto do chá ajudou a direcionar as nanopartícluas para o tumor, o que resultou de uma forma muito eficaz na sua destruição”.

 

Atualmente o cancro da próstata é tratado através da injeção de centenas de partículas radioativas na próstata. Contudo, este tratamento não é eficaz nos casos do cancro da próstata mais agressivo devido ao tamanho das partículas e à sua incapacidade de administrar doses eficazes.

 

Assim, neste estudo os investigadores desenvolveram nanopartículas com o tamanho ideal. Em vez de centenas de injeções foram apenas administradas um ou duas, tendo as nanopartículas atingido com eficácia as células tumorais.

 

“Devido ao seu tamanho e ao composto do chá, as nanopartículas ficam retidas nos locais alvo, o que resultou na redução significativa do tumor, durante os 28 dias de tratamento” explicou uma das colaboradoras do estudo, Anandhi Upendran.

 

Os investigadores acreditam que este tipo de tratamento pode ser eficaz na redução, dos tumores de crescimento lento e ainda dos mais agressivos, podendo mesmo conduzir à sua total eliminação.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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