Cancro da próstata: desenvolvido novo tratamento

Estudo publicado na revista “Nanomedicine: Nanotechnology, Biology and Medicine”

24 março 2016
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Investigadores americanos desenvolveram uma nova terapia para o cancro da próstata que se mostrou eficaz num modelo de ratinho da doença, revela um estudo publicado na revista “Nanomedicine: Nanotechnology, Biology and Medicine”.
 

O tratamento foi desenvolvido para inibir a atividade da proteína PAK-1, que contribui para o desenvolvimento das células cancerígenas da próstata altamente invasivas.
 

De acordo com um dos coautores do estudo, Somanath Shenoy, a PAK-1 funciona como um interruptor. Quando é ativada, torna as células cancerígenas em metastáticas que se disseminam por todo o organismo.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade da Geórgia, nos EUA, desenvolveram uma forma de “empacotar” e administrar uma pequena molécula, a IPA-3, que limita a atividade das proteínas PAK-1. A IPA-3 foi envolvida num vesícula esférica e lipídica, denominada lipossoma, e injetada intravenosamente nos animais. A utilização de lipossomas como veículo de transporte da IPA-3 faz com que a molécula não seja metabolizada rapidamente pelo organismo, o que dá tempo a este inibidor de atuar sob a proteína PAK-1.  
 

O estudo apurou que esta molécula abrandou significativamente a progressão do cancro nos ratinhos, tendo forçado as células cancerígenas a entrar em apoptose, um tipo de morte celular programada.
 

Inicialmente os investigadores começaram por injetar a IPA-3 diretamente na corrente sanguínea, mas como foi absorvida tão rapidamente tiveram de administrar o tratamento sete dias por semana de forma a tornar-se eficaz. Contudo, a inclusão da molécula nos lipossomas tornou-a mais estável e reduziu o regime de tratamento para apenas duas vezes por semana.
 

Estes resultados preliminares sugerem que a IPA-3 poderá ser um tratamento viável para o cancro da próstata nos humanos.
 

"Os resultados são promissores, esperamos avançar para ensaios clínicos em breve, mas antes temos de descobrir quais os efeitos secundários que este tratamento pode ter antes de podermos pensar em utilizá-lo em seres humanos”, concluiu Somanath Shenoy.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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