Cancro da próstata agressivo: identificados novos genes

Estudo publicado na revista “Cancer Cell”

15 maio 2014
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Investigadores americanos identificaram dois genes, o FOXM1 e o CENPF, que conjuntamente conduzem a formas mais agressivas e potencialmente mortais do cancro da próstata, revela um artigo publicado na revista “Cancer Cell”.
 

Há muito que os cientistas sabem que o cancro é caracterizado por múltiplas alterações genéticas. "No entanto, distinguir os genes que estão a fomentar o cancro, de outros cuja expressão alterada não contribui diretamente para o cancro é uma tarefa bastante complexa”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das coautoras do estudo Andrea Califano.
 

Estudos anteriores já tinham constatado que os genes FOXM1 e CENPF estavam associados ao cancro, mas até à data não existiam dados que sugerissem que estes funcionavam em sinergia e conduziam ao desenvolvimento do cancro da próstata agressivo.
 

De forma a chegarem a esta conclusão os investigadores da Universidade da Columbia, nos EUA, utilizaram abordagens computacionais para identificar as vias de regulação que fomentam o cancro da próstata, em humanos e em modelos de ratinho para a doença.
 

O estudo apurou que, apesar de individualmente a expressão alterada destes genes não conduzir ao desenvolvimento de o cancro próstata agressivo, o mesmo não ocorria quando estes funcionavam em sinergia.
 

De forma a validar o papel dos dois genes, os investigadores silenciaram a sua expressão em linhas celulares do cancro da próstata. O silenciamento de cada um dos genes separadamente teve um efeito apenas moderado na capacidade das células formarem tumores. Contudo, o silenciamento simultâneo dos dois genes interrompeu por completo o crescimento dos tumores nos ratinhos.
 

Adicionalmente os investigadores também analisaram ao cancro da próstata de 900 pacientes que tinham sido submetidos a uma cirurgia. Foi apurado que havia uma estreita relação entre a co-expressão dos genes FOXM1 e CENPF e um mau prognóstico da doença. Pelo contrário, a expressão de cada um dos genes separadamente não estava associada à doença agressiva. Adicionalmente, os tumores em que os genes não estavam anormalmente expressos eram os que tinham um melhor prognóstico.
 

“Esperámos que estes resultados ajudem os médicos a identificar os pacientes com cancro da próstata mais agressivo de modo a que estes possam ser submetidos a tratamentos mais eficazes. Ter biomaracadores que indiquem que pacientes responderão a fármacos específicos pode fornecer uma forma mais personalizada de tratar o cancro”, conclui um dos autores do estudo, Cory Abate-Shen.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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