Cancro da pele: 10 mil novos casos por ano em Portugal

Rastreio da doença deveria ser efetuado nos centros de saúde

25 março 2013
  |  Partilhar:

Anualmente surgem em Portugal mais de 10 mil novos casos de cancro de pele. O secretário-geral da Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo propôs que o rastreio da doença se faça nos centros de saúde.
 

Em declarações à agência Lusa, Osvaldo Correia defendeu que “o médico de família tem de se responsabilizar por este tipo de rastreio dos seus utentes, porque é impossível num só dia fazer rastreios de toda a população”. O próximo rastreio nacional está agendado para 08 de maio, Dia do Euromelanoma, e decorrerá em diversos serviços de dermatologia.
 

“Tem de se ajudar as pessoas a fazer o autoexame e promover o exame periódico da pele na consulta de medicina familiar. Não basta ver as tensões arteriais, o colesterol, não basta palpar a mama, é preciso ver a pele de cima abaixo”, disse.

A Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo (APCC) defende a “prevenção, do diagnóstico precoce e da acessibilidade terapêutica”.
 

“Pretendemos a mobilização de todos nesta tarefa de sensibilização da população em geral e dos médicos de família e da medicina do trabalho para o diagnóstico precoce. É também nosso objetivo alertar os grupos parlamentares, que estão na Comissão Parlamentar de Saúde, para a temática do cancro, da prevenção, diagnóstico precoce e da acessibilidade aos tratamentos inovadores que estão a surgir”, sublinhou.
 

“Felizmente, quer nos carcinomas, quer nos melanomas, estão a surgir novas e eficazes terapêuticas. As autoridades têm de ter noção da evolução deste tipo de fármacos para que as pessoas possam usufruir destas mesmas terapêuticas”, disse.
 

Segundo o especialista, “há um défice de notificação de casos de cancro cutâneo mas, no mínimo, temos claramente acima de 10 mil novos casos de cancro de pele anuais e há mais de mil novos casos de melanoma (mais agressivo) por ano. Se pensarmos que 10 a 15 % destes melanomas vão morrer em cinco anos são seguramente 100 a 150 mortes que poderiam ser evitadas se a doença tivesse sido diagnosticada precocemente”.
 

Osvaldo Correia insiste, por isso, na necessidade de ensinar as pessoas a terem os cuidados necessários com o sol, a evitarem os solários, a realizarem o autoexame e a fazerem o diagnóstico precoce, sugerindo a consulta de dois sites que disponibilizam, de forma acessível, informação vasta sobre o cancro cutâneo: www.apcancrocutaneo.pt ou www.euromelanoma.org/portugal.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.