Cancro da mama: vitamina A pode ser benéfica?

Estudo publicado no “International Journal of Oncology”

03 abril 2014
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Um derivado da vitamina A, o ácido retinóico, encontrado abundantemente na batata doce e cenouras ajuda as células pré-cancerosas a regressarem à normalidade, refere um estudo publicado no “International Journal of Oncology”.
 

Uma vez que as células sofrem várias alterações antes de se tornarem agressivas e metastáticas, os investigadores da Universidade de Thomas Jefferson, nos EUA, utilizaram um modelo da progressão do cancro da mama. Este modelo foi composto por quatro tipos de células, cada um deles representando um estádio diferente do cancro da mama: normal, pré-canceroso, canceroso e agressivo.
 

Após terem exposto os quatro tipos de células a diferentes concentrações de ácido retinóico, os investigadores observaram que as células pré-cancerosas sofreram grandes alterações. Na verdade estas começaram a assemelhar-se às células saudáveis tanto em termos de forma bem como na sua “assinatura” genética.
 

O estudo apurou que ao longo do percurso de transformação das células pré-cancerosas em cancerosas existiam 443 genes que estavam ativados ou inativados. Contudo, foi observado que todos estes genes retornaram aos níveis normais após o tratamento com o ácido retinóico.
 

“Ao que parece, o efeito do ácido retinóico parece ser via de modelação do epigenoma. Fomos capazes de observar este efeito do ácido retinóico pois estávamos a analisar quatro estádios distintos do cancro da mama. Seria interessante verificar se estes resultados poderiam ser aplicados aos pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Sandra V. Fernandez.
 

Contudo, foi verificado que as células cancerosas não responderam ao tratamento, o que sugere que há apenas uma pequena janela de oportunidade para o ácido retinóico ajudar a impedir a progressão do cancro. Foi ainda constatado que apenas uma concentração do ácido retinóico, cerca de 1microM, era capaz de produzir este efeito anticancerígeno.
 

Os investigadores estão já a planear testar o efeito desta concentração de ácido retinóico num modelo animal e posteriormente em humanos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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