Cancro da mama triplo negativo: novo tratamento desenvolvido

Estudo publicado na revista “Cancer Cell”

10 janeiro 2019
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O cancro da mama triplo negativo é um tipo de cancro da mama particularmente agressivo e perfaz entre 12 e 17% dos casos. É particularmente difícil de tratar pois as células conseguem sempre uma forma de escape aos tratamentos.
 
O novo tratamento que está a ser desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Princeton em Nova Jérsia, EUA, demonstrou desacelerar a evolução daquele tipo de cancro e evitou a formação de metástases em ratinhos.
 
Os investigadores descobriram que a proteína conhecida como TINAGL1 tem a capacidade de bloquear dois mecanismos de crescimento que ajudam as células cancerígenas a multiplicarem-se e migrarem para outras áreas do corpo.
 
A proteína TINAGL1 ocorre naturalmente no organismo. O estudo sugere que uma versão sintética da proteína consegue travar a evolução e formação de metástases do cancro da mama triplo negativo.
 
Yibin Kang, autor sénior do estudo, explicou que as tentativas de bloquear esta forma de cancro “falharam até agora porque se se tenta uma abordagem, as células cancerígenas compensam, encontrando uma forma de escaparem”.
 
Com esta nova abordagem, a TINAGL1 atua sobre a atividade de uma proteína promotora de tumores conhecida como EGFR e interfere ainda com a via que envolve a proteína FAK e as moléculas conhecidas como integrinas, que regulam a transformação das células tumorais. 
 
Esta interferência trava a capacidade de crescimento das células cancerígenas, bem como a formação de metástases. Em ratinhos com cancro da mama, o tratamento administrado durante sete semanas travou o crescimento tumoral e impediu que o cancro se espalhasse para os pulmões, sem causar efeitos adversos significativos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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