Cancro da mama: teste sanguíneo prevê recorrência e sobrevivência

Estudo publicado no “The Lancet Oncology”

11 junho 2012
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Teste sanguíneo capaz de prever o risco de recorrência do tumor e sobrevivência dos pacientes com cancro da mama em fase inicial, revela um estudo publicado no “The Lancet Oncology”.

 

A melhor forma de prever a sobrevivência das mulheres com cancro da mama em fase inicial é através da análise do grau de disseminação do cancro para os nódulos linfáticos. Contudo, esta análise nem sempre é eficaz, pois algumas pacientes cujo cancro não se disseminou para os nódulos linfáticos apresentam, mesmo assim, recorrência do tumor.

 

Estudos anteriores realizados pela mesma equipa de investigação da University of Texas, nos EUA, tinham constatado que no caso do cancro da mama metastático a presença de células tumorais em circulação (CTC) estava associada a um menor tempo de recorrência do tumor e a uma menor taxa de sobrevivência.

 

Neste estudo os investigadores, liderados por Anthony Lucci, decidiram investigar se este tipo de células também estaria presente no cancro da mama em fase inicial e de que forma a presença das CTC poderia afetar as taxas de sobrevivência e da progressão da doença.

 

Assim, para o estudo, os investigadores colheram amostras de sangue de 302 mulheres, com uma média de 54 anos de idade, que sofriam de cancro da mama em fase inicial, mas que ainda não tinham sido submetidas a quimioterapia.

 

O estudo constatou que as CTC estavam presentes em 24% das pacientes e que em 15% destas mulheres houve recorrência do tumor e 10% morreram durante os cinco anos do período de acompanhamento, em comparação com os o 3 e 2%, respetivamente, das mulheres sem CTC.

 

Os investigadores verificaram que quanto maior era a concentração de CTC, maior era o risco de recorrência e morte das pacientes.

 

Os autores do estudo concluem que “estes resultados sugerem que a determinação das células tumorais em circulação pode fornecer informações importantes sobre o prognóstico das mulheres com cancro da mama em fase inicial”. Contudo o investigador acrescentou que são necessários estudos de maior escala antes que este tipo de análise possa ser utilizada num ambiente clínico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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