Cancro da mama: teste sanguíneo prevê recidiva

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

31 agosto 2015
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Investigadores do Reino Unido desenvolveram um teste sanguíneo para o cancro da mama capaz de identificar as mulheres que irão sofrer uma recidiva após tratamento,meses antes de tumores tornarem-se visíveis, atesta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 

De acordo com os investigadores do Instituto de Investigação do cancro de Londres e do Royal Marsden NHS Foundation Trust, no Reino Unido, o teste é capaz de detetar um número pequeno de células cancerígenas residuais que resistiram à terapia através da deteção do ADN do cancro na corrente sanguínea.
 

Os investigadores foram capazes de monitorizar mutações chave que o cancro acumula à medida que se desenvolve e dissemina, sem a necessidade de recorrer a biópsias invasivas. Na opinião dos autores do estudo, estes resultados podem revolucionar o tratamento do cancro da mama, uma vez que a utilização de biopsias líquidas pode revolucionar o modo como a doença é monitorizada bem como as decisões terapêuticas.
 

Os investigadores, liderados por Nicholas C. Turner, retiraram amostras tumorais e de sangue de 55 pacientes com cancro da mama em estadio inicial que tinham sido submetidas a quimioterapia após cirurgia, e que, estavam potencialmente curadas.
 

Através das amostras de sangue retiradas às pacientes após cirurgia e a cada seis meses de acompanhamento, os investigadores foram capazes de prever, com um elevado grau de precisão, quais as que iam sofrer uma recidiva. As mulheres com teste positivo para o ADN tumoral apresentavam um risco 12 vezes maior de recidiva, comparativamente com aquelas com teste negativo. A recorrência do cancro foi detetada, em média, 7,9 meses antes de os sinais visíveis terem surgido.
 

Uma vez que os investigadores estavam a analisar mutações comuns a vários tipos de cancro da mama, verificaram que o teste poderia ser aplicado a todos os subtipos de cancro da mama. O estudo também demonstrou como as mutações genéticas se acumulavam no cancro à medida que este se desenvolvia e disseminava.
 

Estes resultados reforçam a importância da deteção da recorrência precoce, de forma as pacientes serem tratadas antes das mutações adicionais surgirem as quais dificultam o tratamento da doença.
 

“Demonstrámos como uma simples análise ao sangue tem o potencial de prever com eficácia quais as pacientes que vão ter uma recidiva do cancro da mama, muito mais cedo do que conseguimos fazer atualmente. Também utilizamos testes sanguíneos para construir uma imagem de como o cancro vai progredir ao longo do tempo podendo esta informação ser muito importante para ajudar os médicos a selecionar os fármacos adequados para o tratamento do cancro”, conclui Nicholas C. Turner.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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