Cancro da mama: teste prevê recidiva e eficácia de tratamento

Estudo publicado na revista “Cancer Research”

22 abril 2014
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Investigadores americanos desenvolveram um teste sanguíneo que é capaz de detetar a recorrência do cancro da mama com um elevado grau de precisão e ajudar a monitorizar a resposta dos pacientes ao tratamento, dá conta um estudo publicado na revista “Cancer Research”.
 

Atualmente não existe nenhum teste laboratorial para detetar os pacientes podem vir a ter uma recidiva, apesar de nos estádios inicias do cancro se sentirem bem. Os testes radiológicos e sanguíneos são apenas indicados para as mulheres com sintomas, como dores ósseas, falta de ar e dores. Adicionalmente, a realização destes testes nos pacientes assintomáticos produzem frequentemente falsos positivos, conduzindo a testes desnecessários e biópsias.
 

Foi neste âmbito que os investigadores do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, nos EUA, decidiram desenvolver um teste capaz de ser realizado rotineiramente e com capacidade de identificar, o mais precocemente possível, o risco de recidiva.
 

De forma a desenvolverem o novo teste, denominado por cMethDNA, a equipa liderada por Saraswati Sukumar, começou por analisar os genomas de pacientes com cancro da mama no estádio inicial, bem como o ADN de pacientes com cancro já metastizado. Posteriormente foram selecionados 10 genes que estavam especificamente alterados no cancro da mama.
 

De forma a avaliar o risco de recidiva dos tumores, o teste deteta a chamada hipermetilação, ou seja, um tipo de marcação química que silencia os genes. A detecção, no sangue destas pacientes, da hipermetilação de genes que normalmente mantêm o cancro da mama sob controlo é indicadora de recidiva ou metastização.
Após terem realizados algumas experiências, os investigadores constataram que o teste era capaz de distinguir, com 95% de eficácia, as pacientes com cancro da mama metastizado das mulheres saudáveis.
 

O teste mostrou ser também capaz de determinar a resposta das pacientes ao tratamento. Ao fim de duas semanas de tratamento, o teste detetou uma diminuição significativa na metilação do ADN apenas nas pacientes com doença estável ou que tinham respondido ao tratamento.
 

A investigadora conclui que a deteção do possível sucesso de um tratamento pode ajudar a diminuir a exposição das pacientes a agentes altamente tóxicos e ajudar os médicos escolherem, sempre que necessário, outros tratamentos mais eficazes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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