Cancro da mama: tabaco prejudica tratamento

Estudo publicado no “British Journal of Cancer”

21 junho 2016
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O tabaco prejudica a eficácia do tratamento contra o cancro da mama, revela um estudo publicado no “British Journal of Cancer”.
 
O estudo realizado pelos investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, demonstrou que as fumadoras tratadas com inibidores da aromatase tinham um risco três vezes maior de recidiva, comparativamente com as não fumadoras. 
 
Os investigadores também verificaram que as fumadoras apresentavam um risco aumentado de morte ao longo do período de acompanhamento, tanto devido ao cancro da mama como de outra doença.
 
Para o estudo, os investigadores, liderados por Helena Jernström, acompanharam 1.016 pacientes diagnosticadas com cancro da mama entre 2002 e 2012. No momento da marcação da cirurgia, as pacientes foram questionadas relativamente aos hábitos tabágicos. Aproximadamente uma em cada cinco mulheres era fumadora habitual ou social. O impacto do tabaco foi analisado dependendo do tipo de tratamento recebido após a cirurgia.
 
O estudo demonstrou claramente que as mulheres com mais de 50 anos, tratadas com inibidores da aromatase, são afetadas pelo tabaco. Este tipo de tratamento impede o organismo de produzir estrogénio no tecido adiposo e, desta forma, reduz o risco de recidiva nas mulheres com cancro da mama positivo para o recetor do estrogénio.
 
A investigadora referiu que o tratamento com inibidores da aromatase funcionou significativamente melhor nas pacientes não fumadoras. No entanto, observou-se pouca ou nenhuma diferença entre fumadores e não fumadoras tratadas com o fármaco tamoxifeno, radioterapia ou quimioterapia. 
 
“São necessários mais estudos, mas os nossos achados são importantes, porque muitas pacientes com cancro da mama recebem este tipo de tratamento", referiu. 
 
Um dos achados que surpreendeu os investigadores foi o facto de poucas pacientes terem desistido de fumar durante o tratamento, apesar de terem sido informadas da sua importância. Apenas 10% deixou de fumar no primeiro ano após cirurgia.
 
“Fumar não promove de todo a saúde, por isso é sempre benéfico parar. Mas estes resultados mostram que os pacientes que fumam precisam de mais apoio e incentivo para deixar de fumar”, conclui Helena Jernström.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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