Cancro da mama: redução de hidratos de carbono pode ser benéfica

Estudo publicado na “Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention”

13 junho 2014
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Um menor consumo de hidratos de carbono poderá diminuir o risco de recidiva do cancro da mama para as mulheres com tumor positivo para o recetor do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF1, sigla em inglês), defende um estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention”.
 

Estudos anteriores já tinham constatado que os recetores do IGF1 estavam presentes no tecido tumoral da mama, e que a expressão destes recetores poderia contribuir para a resistência ao tratamento. Uma vez que a dieta pode influenciar a ativação da insulina, os investigadores da Escola de Medicina de Geisel, nos EUA, propuseram-se a averiguar se a dieta poderia afetar o prognóstico do cancro, com base na expressão do recetor do IGF1 no tecido tumoral da mama.
 

Para o estudo os investigadores, liderados por Jennifer A. Emond, contaram com a participação de 265 mulheres sobreviventes ao cancro da mama. Tendo em conta que os hidratos de carbono estimulam a via que aumenta as concentrações de IGF1, a dieta adotada pelas participantes foi monitorizada ao longo de um ano. A presença do recetor do IGF1 foi também testada nas amostras tumorais.
 

O estudo apurou que, tal como já tinha sido constatado em estudos anteriores, havia uma associação entre um aumento da recidiva do cancro da mama nas mulheres com tumor primário da mama   positivo para o recetor IGF1. Foi também observado que um menor consumo de hidratos de carbono estava associado a um menor risco de recidiva nestas mulheres. Por outro lado, o consumo de hidratos de carbono não teve qualquer impacto no risco de recidiva das mulheres com tumor da mama negativo para o recetor em causa.
 

Este é o primeiro estudo a sugerir que talvez seja possível personalizar as dietas das mulheres sobreviventes ao cancro da mama tendo por base as características moleculares do tumor primário.
 

No entanto os investigadores referem que estes resultados ainda necessitam de ser confirmados, deste modo as mulheres afetadas por esta doença não devem estar demasiado preocupadas em reduzir drasticamente o consumo de hidratos e carbono.
 

A investigadora conclui que enquanto estes resultados não forem confirmados, as mulheres não devem preocupar-se em demasia em reduzir drasticamente o consumo de hidratos de carbono. Jennifer A. Emond aconselha as mulheres afetadas por esta doença a adotarem uma dieta rica em vegetais, frutase cereais integrais, reduzindo por outro lado a ingestão de cereais refinados e vegetais ricos em amido.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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