Cancro da Mama: Quimioterapia reduzida é um risco

Estudo divulgado na The Lancet

27 setembro 2005
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Ao contrário do que algumas correntes acreditam, administrar doses reduzidas de quimioterapia em mulheres obesas com cancro da mama é um risco. A informação consta de um estudo divulgado na revista britânica The Lancet.
 

 

Esta prática, bastante frequente pelo receio dos efeitos tóxicos particulares neste grupo, não tem bases sólidas, afirma o estudo de uma equipa internacional liderada por Marco Colleoni, do Istituto Europeo di Oncologia de Milão, na Itália.
 

 

O estudo, que trabalhou com um grupo de 249 mulheres obesas, mostra que 97 delas receberam menos de 85% da dose prevista pelo protocolo do tratamento.
 

 

As pacientes, cujos tumores não apresentavam receptores ao estrogénio (característica levada em conta pelos oncologistas) e que receberam 85% ou mais da dose preconizada na sua primeira cura, tiveram uma sobrevivência sem recaídas e bem melhor do que as que receberam menos de 85% da dose de quimioterapia recomendada.
 

 

Já nas mulheres que deram positivo para estes receptores, a administração de doses inferiores às recomendadas parece não ter consequências negativas.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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