Cancro da mama: quimioterapia com menos efeitos secundários

Nanopartícula desenvolvida pelos investigadores da Universidade de Coimbra

18 dezembro 2012
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A nanopartícula de nova geração para o tratamento do cancro da mama desenvolvida por investigadores portugueses vai ser patenteada pelos Estados Unidos da América.

 

A nova nanopartícula desenvolvida por especialistas do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC) “previne os efeitos secundários associados à quimioterapia” e, simultaneamente, “aumenta a eficácia terapêutica” do próprio tratamento, revelou à agência Lusa João Nuno Moreira, investigador envolvido no projeto.

 

Além de “matar as células cancerígenas”, a nanopartícula para o tratamento do cancro da mama distingue-se por também aniquilar “os vasos sanguíneos que alimentam o tumor, evitando reincidências”.

 

O investigador explicou que a nova nanopartícula é “revestida por um polímero que a torna invisível ao sistema de defesa do organismo” e, na extremidade desse polímero, possui uma espécie de “chave”, que permite “abrir apenas as “portas” das células cancerígenas e das células que revestem os vasos sanguíneos tumorais”.

 

Ao entrar no interior das células afetadas, “a nanopartícula liberta o conteúdo como se fosse uma “granada” (disponibilizando uma grande quantidade de fármaco num curto período de tempo) que, além de matar as células cancerígenas, destrói também os vasos sanguíneos do tumor”, disse João Nuno Moreira.

 

As experiências realizadas em animais com cancro da mama humano demonstram que “a nanopartícula cumpriu com êxito a sua missão, ou seja, percorreu todo o organismo até atingir o tumor e matou as células responsáveis sem provocar toxicidade nos restantes órgãos”.

 

Adicionalmente foi ainda verificado que esta nanopartícula tinha a capacidade de suprimir a invasão tumoral.

 

João Nuno Moreira acredita ser possível iniciar os testes clínicos do novo produto dentro de três anos e o medicamento chegar ao mercado quatro anos depois.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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