Cancro da mama: projeto informa mulheres cegas e amblíopes

Projeto lançado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro

19 outubro 2015
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A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) iniciou um projeto que tem como objetivo informar as mulheres cegas e amblíopes sobre o cancro da mama e estimular a sua participação em programas de rastreio.
 
Em declarações à agência Lusa, o presidente do núcleo regional do Centro da LPCC, Carlos Oliveira, referiu que o projeto propõe-se “estender a literacia em saúde a determinados grupos que têm maior dificuldade de acesso”, nomeadamente os cegos e amblíopes.
 
O oncologista explicou que a informação de prevenção e sensibilização para o cancro da mama é, muitas vezes, “uma mensagem escrita, televisiva, com pouco áudio” que não é captada na totalidade por esta população.
 
Neste sentido, a Liga pretende com este projeto “transmitir as mensagens que transmite à população dita normal para as mulheres cegas e amblíopes no sentido de lhes dar toda a informação sobre cancro da mama que necessitam saber e, além disso, estimular a sua participação nos programas de rastreio que a Liga desenvolve”, disse.
 
Em parceria com a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), a LPCC tem promovido sessões públicas sobre o projeto e desenvolveu instrumentos específicos para pessoas cegas e com baixa visão, nomeadamente brochuras em braile e com letra ampliada e uma aplicação informática para smartphones e tablets.
 
Esta aplicação contem informação sobre cancro da mama de forma simples e acessível, focando aspetos relativos à epidemiologia, prevenção, tratamento e apoio à mulher com cancro da mama. 
 
De acordo com a LPCC, esta ferramenta foi construída atendendo a critérios de acessibilidade que permitam que esta aplicação seja utilizada por toda a população, incluindo mulheres cegas. 
 
Ainda no âmbito do projeto, foi dada formação aos técnicos que trabalham na área do rastreio sobre como “devem ser tratadas e acolhidas as mulheres cegas ou amblíopes que se dirigem às unidades de rastreio”, adiantou Carlos Oliveira.
 
Segundo o especialista, o projeto será alargado em 2016 à população surda-muda e a outros tipos de cancro, como o colorretal, do colo do útero e da próstata.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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