Cancro da mama pode ser combatido com fármaco para colesterol

Estudo publicado na revista “Breast Cancer Research and Treatment”

19 junho 2014
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Um fármaco inicialmente desenvolvido para diminuir os níveis de colesterol não só impede a progressão do cancro da mama como também mata as células cancerígenas, revela um estudo publicado na revista “Breast Cancer Research and Treatment”.
 

O colesterol é uma molécula encontrada em todas a células animais e funciona como um componente estrutural das membranas celulares. Uma vez que as células tumorais crescem rapidamente, necessitam de produzir grandes quantidades de colesterol.
 

A comunidade científica tem tentado encontrar alvos terapêuticos alternativos que possam abrandar ou parar a progressão a doença, nomeadamente através da eliminação das células cancerígenas. Estudos anteriores já tinham sugerido que 70% dos cancros da mama encontrados nas mulheres são dependentes de hormonas, podendo assim ser tratados com fármacos anti-hormonais.
 

Apesar de as células tumorais responderem inicialmente aos tratamentos, por vezes desenvolvem resistência, o que faz com que as células do cancro da mama cresçam e se disseminem. O colesterol pode também contribuir para o desenvolvimento da resistência anti-hormonal, uma vez que este é convertido em hormonas nas células tumorais. Desta forma, as vias de formação do colesterol são alvos terapêuticos atrativos para o tratamento do cancro da mama.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Missouri, nos EUA, administraram um composto inicialmente desenvolvido para diminuir os níveis de colesterol nas células de cancro da mama humano. Foi verificado que o composto foi capaz de reduzir o crescimento e causar morte celular. O estudo apurou ainda que o composto testado destruía um recetor do estrogénio, uma proteína que incentiva o crescimento das células tumorais.
 

Posteriormente, este composto foi administrado em ratinhos com cancro da mama, tendo-se verificado que este matava eficazmente as células tumorais através da redução dos recetores de estrogénio nas células tumorais. Verificou-se, nos dois tipos de experiências realizadas, que ”as proteínas que promovem o crescimento tumoral foram eliminadas, conduzindo a morte celular mais agressiva”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Salman Hyder.
 

O investigador acredita que ensaios clínicos futuros podem conduzir ao desenvolvimento de um fármaco capaz de combater simultaneamente os níveis elevados de colesterol e o cancro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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