Cancro da mama: novo fármaco aumenta taxa de sobrevivência

Estudo apresentado na conferência da American Society of Clinical Oncology

06 junho 2012
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Uma esquipa internacional de investigadores desenvolveu um novo e promissor fármaco contra um subtipo de cancro da mama agressivo, o HER2 positivo, dá conta um estudo apresentado na conferência da American Society of Clinical Oncology.

 

O fármaco denominado por TDM-1, que se encontra na fase III dos ensaio clínicos, é constituído pelo anticorpo trastuzumab, que revolucionou o tratamento desta doença há 10 anos atrás, e pelo fármaco citotóxico DM1, que, embora tendo sido desenvolvido há já 20 anos, não era utilizado devido à sua elevada toxicidade. Contudo, a sua associação com o anticorpo faz com que este quimioterápico apresente pouca toxicidade até atingir as membranas das células tumorais, onde é libertado.

 

Neste estudo os investigadores contaram com a participação de mais de mil mulheres que se encontravam em fase metastática da doença, as quais foram tratadas, a cada três semanas, com o TDM-1 ou com o tratamento habitual.

 

O estudo apurou que, após dois anos de tratamento, 65,4% das pacientes que tinham sido submetidas ao tratamento com TDM-1 sobreviveram, em comparação com os 47,5% mulheres que tinham feito outro tipo de terapia. Os investigadores, liderados por Kimberly Blackwell, verificaram que a administração do TDM-1 diminuía a evolução do tumor em cerca de 9,6 meses, em comparação com o tratamento habitual que diminuía apenas 6,4 meses. Adicionalmente foi também observado que o tratamento com o TDM-1 foi, de uma forma geral, bem tolerado.

 

“O T-DM1 foi mais eficaz do que qualquer outra terapia atualmente aprovada para o cancro da mama HER2 positivo”, revelou em comunicado de imprensa, Kimberly Blackwell. “Como médica que trata de muitos pacientes com cancro estou muito satisfeita por este fármaco apresentar uma baixa toxidade. Para os pacientes que sofrem de cancro da mama metastático estes resultados são um grande avanço no seu tratamento”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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