Cancro da mama: necessários mais rasteiros para as mulheres jovens

Estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute”

06 junho 2013
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A baixa taxa de sobrevivência das pacientes jovens com cancro da mama poderá ser o resultado de um insuficiente rastreio para esta faixa etária, sugere um estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute”.
 

“Este estudo mostra que o cancro da mama tem comportamentos bastantes diferentes quando diagnosticados nas mulheres jovens. Talvez esta faixa etária de mulheres necessite de uma abordagem terapêutica diferente daquela aplicada às mulheres mais velhas”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Dianna Eccles.
 

Neste estudo, os investigadores do Cancer Research UK, no Reino Unido, contaram com a participação de cerca de 3.000 pacientes, com uma média de 36 anos, cujos detalhes do tipo e características do tumor, tratamento recebido e resultados foram analisados.
 

O estudo apurou que o tamanho médio dos tumores era de 22 mm de diâmetro e em metade das pacientes o cancro tinha-se disseminado para os nódulos linfáticos. Um terço dos cancros era do tipo recetor do estrogénio negativo e quase um quarto era recetor do fator de crescimento epidérmico humano 2 (HER2) positivo. Foi constado que o tempo de sobrevivência era maior nas pacientes com cancro de mama recetor do estrogénio positivo do que recetor do estrogénio negativo.

 

Contudo, verificou-se que, nas pacientes com cancro de mama recetor do estrogénio positivo que tinham recebido o tratamento habitual: quimioterapia seguida de tamoxifeno, após cinco anos de sobrevivência, havia um rápido aumento de recidivas., Por outro lado, ao fim de dois anos, as pacientes com cancro de mama recetor do estrogénio negativos atingiam um pico no que diz respeito ao risco de mortalidade.
 

Estes resultados são diferentes daqueles encontrados para as mulheres mais velhas, onde não existe esta taxa de recaída tão acentuada após cinco anos. De acordo com os investigadores, a toma de tamoxifeno durante um tempo mais longo seria aconselhável nas mulheres jovens com cancro da mama.
 

No geral, as mulheres com cancro da mama têm uma taxa de sobrevivência muito maior comparativamente com aquela que ocorria há algumas décadas atrás. Apesar de se poder afirmar que atualmente as mulheres têm o dobro da probabilidade de sobreviver pelo menos 10 anos em comparação com aquelas que foram diagnosticadas em 1970, o mesmo não se pode dizer em relação às pacientes mais novas, disse a investigadora.
 

Enquanto os novos tratamentos parecem ser bastante promissores, particularmente os fármacos chamados inibidores de PARP, especificamente desenvolvidos para os cancros causados por mutações no genes BRCA1 ou BRCA2 em mulheres mais jovens, "ainda há muito mais a fazer para melhorar o tratamento do cancro de mama em mulheres jovens”, conclui Dianna Eccles.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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