Cancro da mama: mulheres jovens são cada vez mais atingidas

Estudo publicado na revista “Cancer”

11 setembro 2013
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A maioria das mortes resultantes do cancro da mama ocorrem em mulheres jovens que não foram submetidas a mamografias regulares, defende o estudo publicado na revista “Cancer”.
 

De acordo com o Centro para Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), ao longo de 2010 foram prescritas e realizadas cerca de 18,7 milhões de mamografias. Contudo, neste estudo foi verificado que há uma escassez significativa da realização deste procedimento em mulheres com menos de 50 anos de idade.
 

Os investigadores da Harvard Medical School, nos EUA, decidiram analisar a importância da mamografia através de uma técnica conhecida por "análise de falhas”, tendo reunido para tal dados demográficos, realização de mamografia, informação cirúrgica, recorrência e data de morte de pacientes com cancro da mama invasivo.
 

O estudo apurou que das 609 mortes confirmadas por cancro da mama, apenas 29% das vítimas tinham sido submetidas ao um rastreio com mamografia. De todas as mortes devido a este tipo de cancro, 13% ocorreram em mulheres com mais de 70 anos, enquanto 50% se verificaram em pacientes com menos de 50 anos. A mediana de idades das mulheres que morreram de cancro da mama foi de 49 anos.
 

“A biologia da natureza do cancro da mama nas mulheres jovens é mais agressiva, enquanto nas mais idosas é mais indolente. Assim, o rastreio menos frequente nas mulheres idosas e mais frequente nas mais jovens pode ser apoiado com dados biológicos, sendo prático e rentável”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Blake Cady.
 

Os investigadores também constaram que após a introdução do rastreio ao cancro da mama em 1969, a sobrevivência da doença aumentou significativamente. Em 1969, 50% das mulheres com cancro da mama faleceram 12,5 anos após o diagnóstico, comparativamente com os 9,3% das mulheres deste estudo, que foram diagnosticadas entre 1990 e 1999.
 

"Esta é uma conquista notável, e o fato de que 71% das mulheres que morreram não terem participado no rastreio apoia claramente a importância da deteção precoce", acrescentou um outro autor do estudo, Daniel Kopans.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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