Cancro da mama invasivo: novo exame quase quadruplica taxa de deteção

Estudo publicado no “American Journal of Roentgenology”

28 janeiro 2015
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Uma nova técnica imagiológica é capaz de quadruplicar a taxa de deteção do cancro da mama invasivo nas mulheres com tecido mamário denso, dá conta um estudo publicado no “American Journal of Roentgenology”.
 

A imagem molecular mamária é uma tecnologia imagiológica suplementar desenhada para detetar tumores que poderiam passar despercebidos numa mamografia devido ao tecido mamário denso circundante. Os tumores e o tecido mamário denso aparecem a branco numa mamografia, o que faz com que os tumores não se consigam distinguir do tecido mamário.
 

De acordo com os investigadores da Clínica Mayo, nos EUA, a imagem molecular mamária aumenta a taxa de deteção do cancro da mama invasivo em mais de 360% quando utilizada em conjunto com a mamografia. Esta técnica utiliza pequenas câmaras gamas que permitem a visualização da mama após a injeção de um radiofármaco que o tumor absorve avidamente. Contrariamente às técnicas imagiológicas convencionais, como a mamografia, a imagem molecular mamária explora o comportamento diferente dos tumores relativamente ao tecido mamário, produzindo uma imagem funcional da mama que é capaz de detetar tumores que não são visualizados numa mamografia.
 

Neste estudo, os investigadores, liderados por Michael K. O'Connor, contaram com a participação de 1.585 mulheres com seios heterogéneos ou extremamente densos que foram submetidas a uma imagem molecular mamária e a uma mamografia simultaneamente.
 

O estudo apurou que 21 mulheres foram diagnosticadas com cancro, cinco através da mamografia e 19 através da mamografia e da imagem molecular mamária. Verificou-se que a taxa de deteção do cancro da mama invasivo quadruplicou com a utilização da imagem mamária molecular. Foram detetados 1,9 cancros invasivos por mil mulheres com a mamografia e 8,8 cancros por mil mulheres com a mamografia e imagem molecular mamária.
 

O risco de incorrer em biopsias desnecessárias devido a um exame falso positivo aumentou de 1 em 100 mulheres submetidas à mamografia para 4 em 100 para aquelas submetidas à mamografia e imagem molecular mamária.
 

“A constatação de que a imagem molecular mamária aumenta substancialmente as taxas de deteção dos cancros da mama invasivos nas mamas densas, sem um aumento exagerado nos resultados falsos positivos, tem implicações importantes nas decisões do rastreio do cancro da mama”, revelou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Deborah J. Rhodes.

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Estamos muito entusiasmados com o que a imagem molecular mamária pode proporcionar às mulheres com seios densos. Enquanto apoiamos a mamografia anual para todas as mulheres com 40 ou mais anos de idade, e uma ressonância magnética adicional anual para mulheres de elevado risco, a imagem molecular mamária preenche uma lacuna importante no rastreio suplementar das mulheres com seios densos”, conclui, uma outra autora do estudo, Amy Lynn Conners.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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