Cancro da mama: intervalos das mamografias podem afetar prognóstico

Estudo realizado pela Feinberg School of Medicine

09 dezembro 2013
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A realização de mamografias frequentes pode diminuir a taxa de células cancerígenas nos nódulos linfáticos, refere um estudo apresentado no encontro anual da Sociedade Norte Americana de Radiologia.
 

Nos estádios inicias, o cancro da mama está confinado à mama e pode ser tratado removendo cirurgicamente as células cancerígenas. À medida que a doença progride, as células cancerígenas podem disseminar-se para os nódulos linfáticos e posteriormente para outras áreas do organismo.
 

“Quando o cancro se dissemina para os nódulos linfáticos, os pacientes são frequentemente tratados local e sistemicamente, com terapia hormonal, quimioterapia ou através da combinação destas terapias”, explicou, uma das autoras do estudo, Lilian Wang.
 

Tanto a Sociedade Norte Americana de Radiologia, como a Sociedade Americana do Cancro, recomendam que as mulheres a partir dos 40 anos devem ser submetidas anualmente a uma mamografia. Contudo, em 2009, foram anunciadas recomendações controversas por parte do United States Preventive Services Task Force (USPSTF), o qual aconselhou um rastreio bianual para as mulheres entre os 50 e 70 anos de idade.
 

Assim neste estudo, os investigadores da Feinberg School of Medicine propuseram-se a verificar o que ocorreria se estas últimas recomendações fossem adotadas. No estudo foram incluídas 322 mulheres com cancro da mama identificado através de mamografia, entre 2007 e 2010. As participantes foram divididas em três grupos distintos tendo por base o intervalo com que tinham sido submetidas a este procedimento: 1,5 anos, entre 1,5 anos a 3 anos e mais de 3 anos. Foram identificadas 207, 73 e 52 mulheres em cada categoria, respetivamente.
 

Após terem tido em conta a idade, a densidade da mama, e os antecedentes familiares, os investigadores apuraram que as mulheres com menos de 1,5 anos entre mamografias eram as que tinham a menor taxa de células cancerígenas nos nódulos linfáticos, 8,7% comparativamente com os 20,5% e 15,4% apurados para os outros dois grupos.
 

“O nosso estudo mostra que a realização de mamografias com intervalos menores de 1,5 anos reduz a taxa de positividade dos nódulos linfáticos, melhorando consequentemente o prognóstico da paciente. As recomendações da Sociedade Americana do Cancro e de outras organizações que aconselham as mulheres a serem submetidas a uma mamografia anualmente a partir dos 40 anos devem ser seguidas”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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