Cancro da mama: identificado gene envolvido nas metástases ósseas

Estudo publicado no “Journal of National Cancer Institute”

21 setembro 2015
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Investigadores espanhóis identificaram o gene que permite que as células cancerígenas da mama invadam os ossos e criem novos tumores, dá conta um estudo publicado no “Journal of National Cancer Institute”.
 
As metástases ósseas são o único tipo de metástases que podem ser controladas, mas não curadas através de fármacos. O tratamento apenas é administrado quando a metástase é identificada, o que habitualmente é demasiado tarde. 
 
Estudos preliminares indicaram que os mesmos fármacos utilizados para tratar as metástases também podem preveni-las. Assim, é muito importante identificar os pacientes que estão em risco de desenvolver metástases ósseas.
 
Os tratamentos preventivos para as metástases ósseas, além de muito dispendiosos, podem ter efeitos secundários indesejáveis, o que faz com que a administração de vários fármacos seja uma opção inviável.
 
Neste estudo, os investigadores do Instituto de Investigação em Biomedicina, em Barcelona, Espanha, encontraram uma forma de diferenciar os pacientes que estão em risco de desenvolver este tipo de metástases e que poderão beneficiar deste tipo de tratamentos preventivos.
 
Os investigadores, liderados por Roger R. Gomis, focaram-se na análise de tumores da mama recetor do estrogénio positivos, uma vez que estes tendem a metastizar especificamente para os ossos e representam cerca de 80% de todos os cancros. Verificou-se que o gene MAF desencadeava várias funções na célula que permitiam a ocorrência de metástases.
 
Ao longo do estudo foram analisadas mais de 900 amostras de tumores da mama primários. Nos tumores em que o gene MAF estava alterado, o risco de metástases ósseas foi 14 vezes maior do que quando o gene não estava alterado.
 
“Este gene prevê eficazmente a ocorrência de metástases ósseas. Estudar se este gene é altamente expresso em pacientes com cancro de mama para determinar se isso também ocorre no ambiente clínico é um próximo passo importante. Isto pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes e a forma como os médicos gerem a doença”, conclui o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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