Cancro da mama: exercício moderado diminui fadiga associada ao tratamento

Estudo da universidade do Porto

12 julho 2016
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O exercício físico moderado, adaptado e supervisionado pode diminuir entre 20 a 40% a fadiga e a dor associadas ao tratamento do cancro da mama em mulheres, dá conta um estudo da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP). 
 
No estudo desenvolvido por Eduardo Oliveira foram avaliadas 80 mulheres ao longo de 12 semanas, fazendo 40 delas parte do grupo de intervenção, 25 do grupo de controlo e 15 do grupo de mulheres saudáveis que faziam exercício, com idades compreendidas entre os 24 e os 78 anos.
 
As mulheres foram submetidas a duas sessões semanais gratuitas de 60 minutos de exercício moderado, compostas por um treino cardiovascular (bicicletas), trabalho de força nos membros inferiores (utilizando o próprio peso da doente) e exercícios de mobilidade para os membros superiores (com elásticos).
 
Ao longo das sessões as participantes foram monitorizadas de forma a verificar se estavam aptas a continuar os exercícios, excluindo-se aquelas que tinham uma anemia severa, febre ou o sistema imunitário debilitado, explicou o investigador.
 
No fim do estudo, foi também possível verificar que um protocolo de exercício individualizado e ajustado para cada uma das doentes permite melhorar a aptidão cardiorrespiratória e a funcionalidade do dia-a-dia, comparativamente às mulheres que não fazem exercícios.
 
O estudo apurou que havia uma melhoria no estado emocional e social das mulheres submetidas a este programa, devido à interação entre as doentes e os profissionais e à partilha de experiências, "extravasando a componente física" do projeto.
 
O investigador verificou que, por oposição às mulheres do grupo de controlo, as pacientes que foram submetidas ao programa não adiavam nem deixavam de ir aos tratamentos, conseguindo cumprir o plano de tratamento "com maior eficácia".
 
"Quando uma pessoa se sente cansada a tendência é que a sua atividade física diminua", referiu à agência Lusa Eduardo Oliveira, acrescentando que esse comportamento leva a "círculo vicioso".
 
A fadiga resultante dos tratamentos é "intensa e permanente", diferente da fadiga associada ao exercício físico, que proporciona uma "sensação de bem-estar", acrescentou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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