Cancro da mama: exercício físico diminui risco

Estudo publicado no “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”

09 maio 2013
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A prática de exercício físico reduz o risco de cancro da mama possivelmente através de alterações no metabolismo do estrogénio, sugere um estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”.
 

“Estudos observacionais já tinham sugerido que a atividade física reduzia o risco de cancro da mama, mas ainda não existiam estudos clínicos que explicassem o mecanismo responsável por esta associação”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Mindy S. Kurzer.
 

De forma a tentar desvendar um possível mecanismo, os investigadores da University of Minnesota, nos EUA, contaram com a participação de 391 mulheres saudáveis, sedentárias, que se encontravam na pré-menopausa. As participantes foram aleatoriamente divididas em dois grupos distintos: 179 foram incluídas num grupo de controlo e 212 num grupo de intervenção.
 

Enquanto as mulheres do grupo de controlo continuaram a ter uma vida sedentária ao longo do período do estudo, as restantes realizaram 30 minutos de exercício físico aeróbico moderado a vigoroso, cinco vezes por semana, ao longo de 16 semanas. A intensidade do exercício físico foi ajustada para cada participante de modo a que o batimento cardíaco fosse uniforme para todas as mulheres.
 

Os investigadores recolheram amostras de urina de 24h, três dias antes e três dias após o final do estudo. Através da utilização de uma técnica analítica específica foi medida, na amostra de urina das participantes, a quantidade de três percursores do estrogénio, E1, E2 e E3 e nove dos seus metabolitos.
 

De acordo com os investigadores, a metabolização do estrogénio favorece a produção de um metabolito conhecido por 2-hidroxiestrona (2-OHE1) em detrimento de um outro, o 16alfa-hidroxiestrona (16alfa-OHE1). Este aumento da relação entre 2-OHE1/16alpha-OHE1 tem sido associado a uma diminuição do risco de cancro da mama.
 

O estudo apurou que o exercício físico conduziu a uma aumento da quantidade de 2-OHE1 e uma diminuição do 16alfa-OHE1, conduzindo assim a uma diminuição da relação destes dois metabolitos. Esta relação não foi alterada na urina das participantes do grupo de controlo.
 

De acordo com Mindy S. Kurzer, já se sabia que o exercício físico era benéfico para a saúde mas este também pode ajudar a prevenir o cancro da mama através da alteração do metabolismo do estrogénio. É muito importante decifrar os mecanismos biológicos responsáveis por esta associação, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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