Cancro da mama: escuridão é chave do sucesso da terapia

Estudo publicado na revista “Cancer Research”

29 julho 2014
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A exposição à luz durante a noite, que interrompe a produção da hormona melatonina, torna o cancro da mama completamente resistente ao tamixofeno. O estudo publicado na revista “Cancer Research” sugere que a melatonina tem um papel importante no sucesso desta terapia.
 

Os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Tulane, nos EUA, demonstraram a importância da melatonina em ratinhos transplantados com células do cancro da mama humanas. Numa primeira fase do estudo, os animais foram mantidos, ao longo de várias semanas, num ciclo diário de 12 horas de luz, seguidas de 12 horas de completa escuridão. Na segunda fase do estudo, os animais foram expostos ao mesmo ciclos de luz/escuridão, mas ao longo das 12 horas de escuridão os ratinhos foram expostos a uma luz ténue.  
 

A melatonina é uma hormona que controla os ciclos de luz e vigília. Esta é uma hormona fotossintética, o que significa que a luz afeta a sua produção no organismo. Os níveis de melatonina começam a aumentar à noite e decrescem com a luz dia. Estudos anteriores já tinham sugerido que esta hormona também atrasava a formação de tumores e abrandava significativamente o seu crescimento.
 

Neste estudo, os investigadores constataram agora que o tamoxifeno era capaz de conduzir a uma regressão dramática dos tumores nos animais com elevados níveis de melatonina ou naqueles que receberam melatonina nos períodos da noite a que foram expostos a uma luz ténue.
 

De acordo com os autores do estudo, estes resultados têm enormes implicações para as mulheres que estão a ser tratadas com tamoxifeno e que estão regularmente expostas à luz durante a noite devido a problemas de sono, ao trabalho por turnos ou que estão expostas à luz emitida pela televisão ou computador.
 

“Durante a noite, os níveis elevados de melatonina fazem com que as células cancerígenas adormeçam, desligando os seus mecanismos-chave de crescimento. Estas células são sensíveis ao tamoxifeno, mas na presença de luz, a produção da hormona é suprimida, o que faz com que as células cancerígenas acordem e ignorem o tamoxifeno”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, David Blask.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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