Cancro da mama e a metastização no pulmão: gene foi identificado

Estudo publicado na revista “Embo Molecular Medicine”

30 maio 2014
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Investigadores espanhóis e americanos constataram que a perda de funcionalidade de um gene nas células do cancro da mama promove a sua metastização no pulmão, dá conta um estudo publicado na revista “Embo Molecular Medicine”.
 

Através de estudos realizados em ratinhos e em linhas celulares, os investigadores do Instituto para a Investigação em Biomedicina, em Espanha, em colaboração com o Memorial Solan Kettering Cancer Center, nos EUA, demonstraram que o gene Rarres3 se encontra suprimido nos cancros da mama com recetor de estrogénio negativo. Esta perda da função do gene está associada à posterior invasão das células cancerígenas, conferindo-lhes também uma maior malignidade.  
 

Os investigadores referem que este tipo de tumores representa entre 20 a 30% dos casos do cancro da mama, com metástases que habitualmente se produzem no pulmão e outros tecidos moles.
 

O estudo apurou que a perda de funcionalidade do gene Rarres3 permite que as células tumorais da mama desenvolvam a capacidade de adesão das células malignas nos tecidos pulmonares. Adicionalmente, após a perda funcional do gene, as células também perdem a capacidade de diferenciação, o que promove o desenvolvimento de metástases em tecidos distantes.
 

“A transformação de uma célula saudável numa célula tumoral invasiva não se limita apenas à aquisição de capacidades, mas também à perda funcional de determinados genes, como é o caso do Rarres3”, referiu, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Roger Gomis.
 

Na opinião dos autores do estudo, a deteção da perda deste gene poderia funcionar como um marcador para a identificação dos pacientes que se encontram em maior risco de desenvolver metástases no pulmão. Os investigadores referem ainda que alguns pacientes poderiam beneficiar do tratamento com ácido retinóico de forma a impedir o desenvolvimento de metástases após a remoção do tumor original.
 

“Os tratamentos com ácido retinóico foram já testados para outras condições. Na nossa opinião seria interessante desenvolver tratamentos específicos para este subtipo de cancro da mama”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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