Cancro da mama: doentes operadas sofrem de dor neuropática

Estudo realizado pelos investigadores do IPO-Porto

22 março 2013
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Um estudo levado a cabo pelos investigadores do IPO-Porto refere que 31,5% das doentes operadas ao cancro da mama sofrem de dor neuropática.
 

De acordo com a neurologista e coordenadora da investigação Susana Pereira, “este estudo vem demonstrar que a dor neuropática parece ser uma consequência frequente do tratamento do cancro da mama. Os determinantes desta dor estão a ser avaliados”.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a dor neuropática é um tipo de dor crónica resultante de uma lesão nos nervos ou numa região do sistema nervoso central que transmite sinais de dor, designadamente a espinal-medula e o cérebro.
 

Esta investigação, que conta com o financiamento da Cátedra de Medicina da Dor, teve início em janeiro de 2012 e as últimas avaliações estão previstas para 2014.
 

Este é um dos três estudos de investigação básica e clínica que a Cátedra em Medicina da Dor, uma iniciativa da Faculdade de Medicina do Porto e da Fundação Grünenthal, está a financiar com 47 mil euros.
 

“Pretendemos este ano continuar a apoiar a excelente investigação no domínio da dor que já se realiza no nosso país”, revelou José Castro Lopes, investigador responsável pela Cátedra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
 

A dor crónica afeta cerca de 30% da população adulta, devendo, por isso, ser considerada “um problema de saúde pública que urge combater com todos os meios ao alcance”, considera o especialista.
 

No âmbito da investigação clínica, a Cátedra está também a desenvolver um estudo observacional sobre a etiologia e características da dor em doentes tratados nas Unidades de Dor Crónica do Grande Porto, sob a responsabilidade de Luís Azevedo, da FMUP.
 

No campo da investigação básica, a Cátedra está a apoiar um projeto de investigação relacionado com a depressão e ansiedade associadas à dor crónica. O estudo, liderado pela investigadora da FMUP Fani Neto, tem a colaboração da equipa de Juan Micó, diretor da Cátedra de Dor da Universidade de Cádiz, Espanha.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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