Cancro da mama: docentes formam professores americanos

Iniciativa financiada por uma fundação norte-americana

01 agosto 2016
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Uma fundação norte-americana vai financiar docentes do Instituto de Investigação e Inovação da Universidade do Porto (i3S) para darem aulas a professores na área da prevenção do cancro da mama, nos Estados Unidos.
 

Ana Barros, uma das professoras envolvidas na formação, disse à agência Lusa que é "habitual" para Portugal "importar modelos de educação de países anglo-saxónicos, mas o inverso não é muito comum".
 

Existem no país "muitas experiências com excelentes resultados que devem ser mais valorizados", defendeu a doutorada em educação e divulgação da ciência.
 

A formação, baseada também ela num modelo português, é financiada pela fundação Susan G. Komen, "a maior organização dedicada à prevenção e diagnóstico do cancro da mama", de acordo com um comunicado divulgado do i3S, ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

Este programa, intitulado "Cancro da mama - Educar para prevenir" (‘Breast Cancer - Educate to Prevent'), segue uma abordagem já anteriormente testada em Portugal, que tira partido do potencial da comunidade escolar na promoção de uma literacia em saúde.
 

Esta iniciativa surge na sequência de um projeto-piloto, o "Cancer Education in Omaha", orientado para o treino de professores no desenvolvimento e implementação de atividades sobre prevenção de cancro, dirigidas aos estudantes de Omaha, nos Estados Unidos.
 

Financiado pelo Fred and Pamela Buffett Cancer Center - University of Nebraska Medical Center, pretenda avaliar se o modelo desenvolvido em Portugal podia ser adaptado e ter impacto real na comunidade escolar norte-americana.
 

Estas ações-piloto, implementadas entre 2015 e início de 2016, ministradas por Ana Barros, ocorreram no estado do Nebraska. Enquanto isso, outro membro da equipa, Luís Moreira, consolidava, em Portugal, a avaliação dos impactos.
 

De acordo com o coordenador do projeto e investigador do i3S - Ipatimup, Filipe Santos Silva, "ficou demonstrado, claramente, um marcante impacto a nível da literacia e das competências dos professores".
 

Isso traduziu-se, por sua vez, "em campanhas de prevenção com efeito direto no conhecimento dos alunos acerca da prevenção do cancro", disse ainda, acrescentando que "foi esse efeito demonstrador que garantiu a continuidade do programa".
A equipa está agora a trabalhar no desenvolvimento de modelos de formação em comunicação para a saúde dirigido a médicos e a profissionais de saúde.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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