Cancro da mama: descobertos mais nove novos genes

Estudo publicado na “Nature”

22 maio 2012
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Investigadores americanos descobriram nove novos genes associados ao desenvolvimento do cancro da mama, revela um estudo publicado na “Nature”.

 

Para o estudo os investigadores do Wellcome Trust Sanger Institute, nos EUA, analisaram todos os genes dos genomas de 100 mulheres que sofriam de cancro da mama. O estudo apurou que os genes causadores do cancro diferiram nas diferentes amostras tumorais analisadas, o que indica que este tipo de cancro é geneticamente muito diverso. Assim, o conhecimento das consequências desta diversidade poderá ser importante no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.

 

As alterações no ADN são as responsáveis pelo desenvolvimento de todos os tipos de cancro. O desenvolvimento do cancro é o resultado de mutações, conhecidas por mutações somáticas, que são adquiridas durante a via de um indivíduo. Existe um subtipo destas mutações, que ocorrem nos genes associados ao cancro, que conduzem ao desenvolvimento deste tipo de doença, as chamadas mutações “condutoras” (driver, do inglês).  Foram este tipo de mutações que os investigadores foram procurar num universo de mais de 21.000 genes, tendo constatado que nove estavam associadas ao desenvolvimento do cancro da mama.

 

Este tipo de análise do genoma fornece um padrão completo do tipo de mutações “condutoras” que existem no cancro da mama. Os investigadores constataram que este tipo de mutações estava presente em pelo menos 40 dos genes associados ao cancro. A maioria dos casos de cancro apresentava diferentes combinações dos genes que estavam mutados, o que demonstra a diversidade genética que pode ser encontrada neste tipo de cancro.

 

“Em 28 casos de cancro encontramos apenas uma mutações “condutoras”, mas noutros casos chegámos a identificar seis”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Mike Stratton.

 

"Uma das características mais surpreendentes do cancro da mama é a forma diferente como ele progride em cada indivíduo e como os pacientes respondem distintamente à terapia”, explicou, um dos autores do estudo, Andy Futreal. “Os nossos resultados podem explicar a razão de todas estas diferenças”.

 

"O que encontramos é certamente mais complicado do que desejaríamos, mas o conhecimento é a nossa melhor arma. O conhecimento do nosso inimigo com este nível de detalhe pode-nos ajudar a ter abordagens mais racionais perante a terapia, compreender o motivo pelo qual alguns tipos de cancro respondem aos fármacos e outros não, e ajudar a encontrar quais as novas vulnerabilidades que devem ser exploradas nos novos tratamentos ", conclui Mike Stratton.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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