Cancro da mama: descoberta molécula envolvida na resistência ao tratamento

Estudo publicado na revista “Molecular Cell”

08 julho 2015
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Investigadores descobriram uma pequena molécula que ajuda o gene BRCA2 a resistir ao tratamento do cancro da mama, dá conta um estudo publicado na revista “Molecular Cell”.
 

O BRCA2 é um gene supressor tumoral que, quando mutado, pode provocar cancro da mama e do ovário em 60% das mulheres. Tal como as células saudáveis, as células cancerígenas necessitam de reparar o ADN para sobreviveram. A reparação do ADN nas células, saudáveis e cancerígenas, é controlada por genes, incluindo o BRCA.
 

Estudos anteriores já tinham descoberto que variantes dos genes BRCA1 e BRCA2 são marcadores do aumento do risco de cancro da mama.  
 

De acordo com o National Cancer Institute, as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são responsáveis por cerca de 20 a 25% dos cancros de mama hereditários e cerca de 5 a 10% de todos os cancros da mama. Adicionalmente, as mutações nestes genes são responsáveis por cerca de 15% de todos os cancros do ovário.
 

Os cancros da mama e do ovário que envolvem mutações nestes dois genes tendem a desenvolver-se mais cedo na vida do que os outros tipos de cancro não hereditários. As mutações nos genes BRCA também desempenham um papel no cancro da próstata e do pâncreas.
 

Apesar de a quimioterapia poder ser eficaz no combate do cancro das pessoas com mutações no gene BRCA, há uma tendência para o cancro desenvolver resistência aos fármacos. As proteínas BRCA desenvolvem mutações secundárias que continuam a promover o crescimento do cancro.
 

Neste estudo, os investigadores da Escola de Medicina de Yale, nos EUA, descobriram uma molécula denominada por cofator DSS1 que ajuda o BRCA2 a reparar o ADN. Verificou-se que na ausência desta molécula as mutações no gene BRCA2 não podem reparar o ADN, o que é importante para a sobrevivência das células cancerígenas.
 

Na opinião dos investigadores estes achados podem ajudar a diminuir a resistência aos fármacos nos cancros que envolvem os genes BRCA.
 

De acordo com o líder do estudo, os fármacos que interfiram com a função do DSS1 podem ser desenvolvidos e utilizados conjuntamente com os atuais fármacos para ultrapassar esta resistência.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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