Cancro da mama: como as células se disseminam?

Estudo publicado na revista “Science Signaling”

15 fevereiro 2016
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Investigadores do Reino Unido identificaram uma proteína que controla a forma como as células cancerígenas do cancro da mama saem dos vasos sanguíneos e estabelecem novos tumores noutras partes do organismo, revela um estudo publicado na revista “Science Signaling”.
 

As metástases, o processo através do qual as células cancerígenas saem do tumor primário e movem-se através do sistema linfático e na circulação sanguínea para estabelecer novos tumores noutros órgãos, é a principal causa de morte por cancro. Sem as metástases, os cancros poderiam ser tratados ou controlados através de cirurgia ou outras terapias.
 

As investigações nesta área tentam descobrir os mecanismos moleculares responsáveis por este processo mortal e consequentemente encontrar tratamentos capazes de o impedir. Neste estudo, os investigadores do Instituto de Investigação do Cancro e da Universidade de Manchester, no Reino Unido, descobriram uma proteína que desempenha um papel importante na disseminação das células cancerígenas da mama através da corrente sanguínea.
 

No estudo foi utilizada uma técnica que permitiu os investigadores mapearem de que forma as células cancerígenas interagem e trocam informação com as células que constituem os vasos sanguíneos.
 

Quando as células tumorais se disseminam, primeiro entram na corrente sanguínea e agarram-se às paredes dos vasos sanguíneos. Agora os investigadores constataram que as células cancerígenas controlam uma proteína receptora, conhecida por EPHA2, de forma a conseguirem sair dos vasos sanguíneos.
 

Quando as células cancerígenas interagem com as paredes dos vasos sanguíneos, a EPHA2 é ativada e as células tumorais permanecem dentro dos vasos sanguíneos. Contudo, quando este recetor é inativado as células tumorais podem sair e disseminarem-se.
 

O líder do estudo, Claus Jorgensen, refere que no futuro esperam descobrir como manter este recetor ativado, de modo a que as células tumorais não sejam capazes de sair dos vasos sanguíneos, impedindo o cancro da mama de se disseminar e tornar, consequentemente, mais fácil de tratar esta doença.
 

“Esta é uma investigação importante que nos ensina mais sobre como se movem as células cancerígenas. Investigações como esta são vitais para ajudar a conhecer de que forma o cancro se dissemina, e como impedir que tal aconteça. É necessária mais investigação antes que estes achados possam beneficiar os pacientes, mas é um salto na direção correta”, revelou, em comunicado de imprensa, o gestor sénior de informação científica do Instituto de Investigação do Cancro no Reino Unido, Nell Barrie.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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