Cancro da bexiga: uma nova esperança para o tratamento

Estudo publicado na revista “Nature”

02 dezembro 2014
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Investigadores do Reino Unido deram um grande passo no desenvolvimento de uma nova terapia contra o cancro da bexiga, uma doença para qual não tem havido muitos avanços terapêuticos nos últimos 30 anos, dá conta um estudo pulicado na revista “Nature”.
 

Este estudo é um passo extremamente importante na descoberta de alternativas de tratamento para o cancro da bexiga em estádio avançado. “Desde há décadas, a quimioterapia tem sido a única opção e os resultados não têm sido muito positivos”, revelou, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Tom Powles.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Londres, no Reino Unido, conduziram um ensaio clínico de fase I para testar o efeito de um anticorpo, o MPDL3280A, que bloqueia a proteína PD-L1, que se acredita que ajude as células cancerígenas a escaparem à deteção do sistema imunitário.
 

O ensaio incluiu a participação de 68 pacientes com cancro da bexiga avançado, os quais não tinham apresentado resultados positivos com as outras terapias disponíveis. Todos os pacientes foram tratados com o anticorpo MPDL3280A e testados para a presença da proteína PD-L1. Verificou-se que 30 dos pacientes apresentavam tumores positivos para a proteína.
 

Após seis semanas de tratamento, 43% dos pacientes positivos para a proteína viram os seus tumores diminuir. Este número aumentou para os 52% após as 12 semanas de acompanhamento. Em dois destes pacientes não foi encontrado, através de imagens imagiológicas, evidência de doença. Entre os pacientes negativos para a proteína PD-L1, 11% também respondeu positivamente ao tratamento.
 

Os pacientes que tiveram resposta positiva ao tratamento apresentaram benefícios prolongados e os resultados seguros foram também encorajadores. Os efeitos adversos mais comuns foram a fadiga e a perda de apetite.
 

“Agora precisamos de testes de maiores dimensões para confirmar estas descobertas, (…) esperamos que este processo seja acelerado para podermos dar esperança a milhares de pessoas afetadas todos os anos pelo cancro de bexiga avançado”, conclui Tom Powles.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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