Cancro da bexiga: fármaco criado a partir de parasita da malária

Estudo publicado na revista “European Urology”

24 abril 2017
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Uma equipa de investigadores criou um fármaco a partir de uma proteína da malária que travou o crescimento de tumores da bexiga resistentes à quimioterapia. 
 
O trabalho da autoria de investigadores da Universidade de British Columbia, Canadá, é muito promissor para os pacientes com cancro que não respondeu aos tratamentos convencionais e vem preencher a lacuna da enorme necessidade clínica de tratamentos para o cancro da bexiga.
 
Este estudo surge na continuidade de investigação anterior que demonstrou que uma proteína de um parasita da malária, conhecida como VAR2CSA, tem o potencial de atuar sobre uma variedade de tumores cancerígenos.
 
Para este trabalho, os investigadores usaram ratinhos nos quais forma implantados tumores altamente agressivos de cancro da bexiga e que eram completamente resistentes à quimioterapia. A proteína da malária foi testada para verificar se esta poderia transportar fármacos diretamente para os tumores. 
 
Foi apurado que os tumores responderam de forma muito significativa à combinação de fármacos da malária. 80% dos roedores que tinham recebido os tratamentos continuavam vivos após 70 dias, enquanto os outros ratinhos dos grupos de controlo tinham perecido devido ao cancro da bexiga.
 
“Este é o primeiro estudo em que pusemos o conceito da utilização de proteínas da malária no tratamento do cancro num contexto clinico direto”, explicou Mads Daugaard, professor assistente de Ciências da Urologia na Universidade British Columbia e cientista no Centro da Próstata de Vancouver e no Instituto de Estudo da Saúde Costeira de Vancouver.
 
O cancro da bexiga é muito comum e é um dos mais caros para tratar. Apenas existe uma linha de tratamento para este tipo de cancro e nos últimos 20 anos têm-se verificado poucos avanços na procura de novos tratamentos para a doença. 
 
Segundo o investigador, “não existe uma segunda linha de tratamento como opção”; “estamos muito entusiasmados com estes resultados porque demonstram que estamos no caminho para o desenvolvimento de uma opção de tratamento completamente nova para o cancro da bexiga fatal”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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