Cancro da bexiga e a infeção por um parasita

Estudo publicado no “International Journal for Parasitology”

22 janeiro 2013
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Investigadores portugueses descobriram como a infeção por schistosoma pode causar cancro da bexiga e como a utilização de um biomarcador pode detetar a molécula responsável por este processo, dá conta um estudo publicado no “International Journal for Parasitology”.
 

A investigadora que liderou o projeto, Mónica Botelho, explicou que este tipo de infeção existe de forma endémica em países africanos e é transmitida através de banhos em cursos de água contaminados, nomeadamente no Egito. Os casos de doença podem chegar a Portugal através dos imigrantes ou dos turistas.
 

A cientista explicou à agência Lusa que "são moléculas estrogénicas, que não o estradiol, que permitem o desenvolvimento do parasita no hospedeiro". Agora podemos usar estas moléculas como biomarcadores e se for detetado na urina de doentes o parasita schistosoma haematobium, podemos tentar perceber se vão adquirir cancro mais facilmente".
 

"Temos um biomarcador e podemos tentar bloquear esta molécula e impedir o desenvolvimento do parasita, temos forma de identificar doentes que podem, ou não, desenvolver a doença de uma forma mais agressiva", explicou a cientista do Departamento de Promoção da Saúde do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, no Porto.
 

Atualmente, as moléculas são detetadas na urina através de um método de análise muito caro, mas "se as empresas farmacêuticas se interessarem por este assunto, dentro de pouco tempo podemos ter outra forma, mais barata e mais eficiente", salientou disse Mónica Botelho.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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