Cancro: como se torna resistente aos tratamentos?

Estudo publicado na revista “Nature Cell Biology”

23 abril 2014
  |  Partilhar:
Investigadores americanos descobriram, na superfície das células tumorais resistentes ao tratamento, uma molécula, a CD61, que parece ser responsável pela indução do processo de metastização, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Cell Biology”.
 
De acordo com os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, estes novos achados poderão conduzir ao desenvolvimento de terapêuticas capazes de reverter a resistência de vários cancros aos fármacos, incluindo aqueles que afetam os pulmões, pâncreas e mama. 
 
Os pacientes com cancro respondem, inicialmente, a vários fármacos. Contudo, as recidivas ocorrem quando as células cancerígenas se tornam resistentes aos tratamentos. Foi neste contexto que os investigadores, liderados por David A. Chereshinvest, decidiram investigar que alterações sofriam as células cancerígenas para se tornarem resistentes aos tratamentos.
 
Os investigadores começaram assim por analisar como as células tumorais se tornavam resistentes a fármacos habitualmente utilizados no tratamento do cancro, como o erlotinib ou o lapatinib.
 
O estudo apurou que à medida que a resistência ao tratamento ocorria, as células tumorais adquiriam propriedades semelhantes às células estaminais, as quais lhes conferiam a capacidade de sobreviverem no organismo e ignorarem a ação dos fármacos.
 
Os investigadores foram capazes de identificar a via molecular que promove a aquisição das propriedades das células estaminais, bem como resistência ao tratamento. Foram também identificados os fármacos que exploram esta via. Foi constatado que estes fármacos são capazes de reverter as propriedades das células estaminais adquiridas pelos tumores, bem como tornar os tumores novamente sensíveis aos fármacos que previamente tinham ganho resistência. 
 
Um dos autores do estudo, Hatim Husain, referiu que estes novos achados facilitam a análise do “calcanhar de Aquiles” dos tumores resistentes aos tratamentos. “Os tratamentos irão evoluir para uma combinação de terapias onde a doença estará sobre controlo e a ocorrência dos mecanismos de resistência será impedida por períodos mais longos”, conclui o investigador. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.