Cancro colorretal: o papel da atividade física e da alimentação

Estudo da Universidade do Porto

11 março 2016
  |  Partilhar:

Investigadores da Universidade do Porto (UP) estão a desenvolver um estudo sobre a associação entre a atividade física e a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis na qualidade de vida de doentes diagnosticados com cancro colorretal (CCR).
 

Segundo a líder do estudo, Luísa Soares-Miranda, o estudo tem como objetivo verificar como estes fatores atuam na recorrência da doença e na sobrevivência dos pacientes.
 

A investigadora e responsável pela investigação CASUS (Cancer Study Survival), que faz parte do Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer (CIAFEL) da Faculdade de Desporto da UP (FADEUP) referiu à agência Lusa que o diagnóstico do cancro pode ser uma "janela de oportunidade para mudanças de comportamento".
 

Luísa Soares-Miranda acredita que através da nutrição e da atividade física é possível melhorar os efeitos laterais de curto e longo prazo associados aos tratamentos, tais como a fadiga, o ganho de gordura e a perda de aptidão física.
 

Com o auxílio destes dois fatores, também será possível evitar o desenvolvimento de outras perturbações crónicas, como a diabetes e doenças cardiovasculares, e reduzir as possibilidades de uma recorrência do cancro.
 

"O cancro colorretal é o segundo cancro mais comum na Europa", refere a investigadora. De acordo com dados de 2102, as taxas de sobrevivência aos cinco anos variam entre os 40 e os 65%, com uma prevalência aos cinco anos de um milhão.
 

"Em Portugal, a incidência do CRC ocupa o segundo lugar entre todos os tipos de cancro, em homens e mulheres, após os cancros da próstata e da mama, com taxas de sobrevivência aos cinco anos variando entre os 50 e os 60%", disse Luísa Soares-Miranda.
 

Mesmo nos casos em que o tratamento tem sucesso, os pacientes com cancro colorretal, na sua maioria idosos, passam por problemas de saúde e diminuição da qualidade de vida e de aptidão física.  
 

Os indivíduos selecionados para o estudo, com idade igual ou superior a 18 anos, vão responder a um questionário sobre a atividade física, a ingestão alimentar e a qualidade de vida. Vão ser também realizadas análises ao sangue e testes de aptidão física, e os pacientes vão utilizar um acelerómetro durante sete dias.
 

A investigadora estima que o número de pessoas que vivem com o diagnóstico deve aumentar devido aos programas de rastreio – hoje em dia "mais efetivos" –, às melhorias nos tratamentos e à tendência da população no que respeita ao envelhecimento.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.