Cancro colorretal: ambiente tumoral envolvido na resistência ao tratamento

Estudo publicado na revista “Oncotarget”

09 setembro 2016
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Investigadores espanhóis descobriram a importância do ambiente tumoral no âmbito da resistência ao tratamento do cancro colorretal, o quarto cancro mais comum e a principal causa de morte por cancro em todo o mundo, dá conta um estudo publicado na revista “Oncotarget”.
 

O estudo, levado a cabo pelos investigadores do Instituto de Investigação Biomédica Bellvitge, em Espanha, refere como a presença de determinadas moléculas no ambiente tumoral desencadeia processos que protegem as células tumorais da ação da quimioterapia.
 

Uma vez que a resistência é um dos maiores obstáculos que os pacientes enfrentam durante o curso da doença, a compreensão dos mecanismos através dos quais esta se desenvolve é essencial para melhorar o prognóstico.
 

O estudo, liderado por David G. Molleví, demonstra que determinadas citoquinas, quimoquinas e outros fatores solúveis secretados pelos fibroblastos associados ao carcinoma (CAF em inglês), um tipo de célula normal associada às células tumorais primárias, induzem um processo que abranda o ciclo celular, afetando a proliferação das células tumorais.
 

De acordo com os investigadores, na presença de quimioterapia, estes fatores permitem a estabilização e ativação de determinadas proteínas que minimizam a eficácia do tratamento. Contudo, tem-se verificado que a inibição da via de sinalização JAK/STAT pode reverter este processo.
 

A importância do ambiente tumoral como um fator relevante na progressão do cancro e o seu papel no desenvolvimento da resistência às terapias tem-se tornado particularmente evidente para a comunidade científica.
 

David G. Molleví refere que, apesar de a investigação atual sobre o cancro se focar principalmente nas terapias contra alvos específicos, a maioria dos tumores são ainda tratados com terapias citotóxicas convencionais. Assim, a resistência aos fármacos são o principal obstáculo.
 

O cientista adianta que, do ponto de vista clínico, a identificação dos fatores solúveis que medeiam o microambiente associado à resistência aos fármacos é uma informação bastante útil.
 

A inibição das células responsáveis pela produção destes fatores pode ser uma abordagem interessante para evitar o efeito protetor exercido pelas moléculas e pode também tornar as células tumorais mais sensíveis à quimioterapia.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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