Cancro cólon: Estudo pioneiro arranca em Portugal

Doença mata dez pessoas por dia

20 junho 2005
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Portugal vai desenvolver um estudo pioneiro a nível mundial sobre uma terapêutica para o cancro do cólon, uma doença que mata no país cerca de dez pessoas por dia, anunciaram na semana passada os investigadores.
 

 

Segundo o Grupo de Investigação do Cancro Digestivo (GICD), no decorrer deste mês irá arrancar um estudo de fase II (testes em pessoas doentes) para avaliar a eficácia e segurança de uma terapêutica inovadora no tratamento de doentes com cancro do cólon (intestino) e do recto metastizado. De acordo com aquele grupo coordenador da investigação, trata-se do maior estudo clínico na área do cancro do cólon e do recto realizado em Portugal por um grupo de investigação nacional.
 

 

A investigação decorrerá ao longo deste ano em 11 hospitais de todo o país, entre os quais os institutos Portugueses de Oncologia de Porto e Coimbra, os hospitais da Universidade de Coimbra e o Garcia de Orta, em Lisboa.
 

 

As comissões de ética das unidades hospitalares envolvidas aprovaram os ensaios clínicos e os doentes foram recrutados, com a sua autorização, para participar no estudo.
 

 

Segundo as estatísticas, por ano mais de 360 mil doentes na Europa Ocidental desenvolvem cancro do intestino, o que corresponde a cerca de mil novos casos por dia. Trata-se do quarto cancro mais comum a nível mundial, com estimativas que apontam para o aparecimento de cerca de 780 mil casos por ano, e o segundo mais comum na Europa Ocidental, logo a seguir ao cancro do pulmão (nos homens) e ao cancro da mama (nas mulheres).
 

 

 

Em Portugal estima-se que existam mais de 5.500 novos casos por ano, 25 por cento dos quais já com metástases no momento do diagnóstico, e que por dia morram dez pessoas vítimas deste carcinoma. As estatísticas indicam ainda que de todos os novos casos identificados anualmente, metade desenvolverá metástases e destes apenas três por cento sobreviverão mais de cinco anos. Mais de 50 por cento das pessoas diagnosticadas com cancro dos intestinos morrerá desta doença.
 

 

Fonte: Lusa
 

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