Cancro colo-retal: novo fármaco mostra resultados promissores

Estudo apresentado no Gastrointestinal Cancers Symposium

20 janeiro 2012
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Um fármaco, que ainda se encontra em fase experimental, parece aumentar o tempo de sobrevivência dos indivíduos que sofrem de cancro colo-retal, dá conta um estudo que foi recentemente apresentado no Gastrointestinal Cancers Symposium que ocorreu, nos EUA.

 

O fármaco, regorafenib, foi desenhado para interromper a progressão do tumor e foi testado “em pacientes com cancro colo-retal mestastisado, o qual tinha progredido após os pacientes terem já sido submetidos aos tratamentos habituais, o que significa que já não tinham outras opções de tratamento disponíveis”, explicou o líder do estudo, Axel Grothey, em comunicado de imprensa.

 

Para o ensaio clínico os investigadores da Mayo Clinic contaram com a participação de cerca de 700 pacientes que sofriam deste tipo de cancro, aos quais foi administrado o regorafenib ou um placebo. Todos os pacientes foram sujeitos a tratamentos para controlar os sintomas, mas não para alterar o curso da doença. Este tratamento incluiu antibióticos para combater as infeções, analgésicos e corticosteroides.

 

O estudo revelou que, em comparação com os pacientes aos quais foi administrado o placebo que só sobreviveram cinco meses, os pacientes que receberam regorafenib sobreviverem, em média, 6,4 meses. O que representa um aumento de cerca de 29% no tempo de sobrevivência.

 

Os investigadores constataram que 44% dos pacientes tratados com o fármaco responderam ao tratamento ou a evolução do cancro abrandou, em comparação com os 15% dos pacientes do grupo de controlo.

 

Com base nestes resultados o ensaio clínico foi interrompido e todos os participantes do estudo foram submetidos ao tratamento com regorafenib.

 

“O fármaco ajudou os pacientes a viver durante mais tempo”, revelou o diretor da American Cancer Society, Len Lichtenfeld. "Mas temos que ter em mente que estes pacientes tinham cancro já num estadio avançado”."

 

Len Lichtenfeld acrescentou ainda que o efeito do regorafenib foi pequeno “os pacientes tratados com o fármaco viveram mais um mês”. De acordo com o médico se o fármaco começasse a ser administrado mais cedo talvez tivesse mais efeito.

 

Neste momento o regorafenib está a ser testado num ensaio clínico de fase 2 em pacientes que se encontram num estadio inicial da doença, na esperança de os resultados serem ainda mais promissores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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