Estudo apresentado no Gastrointestinal Cancers Symposium
Um fármaco, que ainda se encontra em fase experimental, parece aumentar o tempo de sobrevivência dos indivíduos que sofrem de cancro colo-retal, dá conta um estudo que foi recentemente apresentado no Gastrointestinal Cancers Symposium que ocorreu, nos EUA.
O fármaco, regorafenib, foi desenhado para interromper a progressão do tumor e foi testado “em pacientes com cancro colo-retal mestastisado, o qual tinha progredido após os pacientes terem já sido submetidos aos tratamentos habituais, o que significa que já não tinham outras opções de tratamento disponíveis”, explicou o líder do estudo, Axel Grothey, em comunicado de imprensa.
Para o ensaio clínico os investigadores da Mayo Clinic contaram com a participação de cerca de 700 pacientes que sofriam deste tipo de cancro, aos quais foi administrado o regorafenib ou um placebo. Todos os pacientes foram sujeitos a tratamentos para controlar os sintomas, mas não para alterar o curso da doença. Este tratamento incluiu antibióticos para combater as infeções, analgésicos e corticosteroides.
O estudo revelou que, em comparação com os pacientes aos quais foi administrado o placebo que só sobreviveram cinco meses, os pacientes que receberam regorafenib sobreviverem, em média, 6,4 meses. O que representa um aumento de cerca de 29% no tempo de sobrevivência.
Os investigadores constataram que 44% dos pacientes tratados com o fármaco responderam ao tratamento ou a evolução do cancro abrandou, em comparação com os 15% dos pacientes do grupo de controlo.
Com base nestes resultados o ensaio clínico foi interrompido e todos os participantes do estudo foram submetidos ao tratamento com regorafenib.
“O fármaco ajudou os pacientes a viver durante mais tempo”, revelou o diretor da American Cancer Society, Len Lichtenfeld. "Mas temos que ter em mente que estes pacientes tinham cancro já num estadio avançado”."
Len Lichtenfeld acrescentou ainda que o efeito do regorafenib foi pequeno “os pacientes tratados com o fármaco viveram mais um mês”. De acordo com o médico se o fármaco começasse a ser administrado mais cedo talvez tivesse mais efeito.
Neste momento o regorafenib está a ser testado num ensaio clínico de fase 2 em pacientes que se encontram num estadio inicial da doença, na esperança de os resultados serem ainda mais promissores.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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