Cancro colo-retal: dieta pode melhorar qualidade de vida

Estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

24 janeiro 2014
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A qualidade de vida e os sintomas decorrentes dos tratamentos dos pacientes com cancro colo-retal podem ser melhorados através da adoção de uma dieta e toma de suplementos nutricionais, dá conta um estudo premiado pela Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa.
 

O estudo intitulado "Intervenção nutricional individualizada é importante benefício para pacientes com cancro colorretal: acompanhamento de longo prazo de uma experiência controlada de terapia nutricional", foi realizado por um grupo de investigadoras da Unidade de Nutrição e Metabolismo do Instituto de Medicina Molecular, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
 

"Fomos avaliar os doentes que haviam recebido a intervenção nutricional individualizada, com uma dieta prescrita individualmente para cada pessoa, tendo em conta que são todos doentes oncológicos, mas todas as pessoas são diferentes umas das outras" e têm as suas preferências, hábitos e intolerâncias, explicou hoje à agência Lusa a coordenadora da investigação.
 

Embora o seu trabalho se concentre nos pacientes com cancro colo-retal, "daquilo que se verifica do ponto de vista clínico, haverá outros cancros, e há, em que este tipo de intervenção com este tipo de modulação consegue efetivamente ser positivo", disse Paula Ravasco.
 

A investigadora explicou que a experiência desenvolvida incluiu três grupos, um deles recebeu uma prescrição individualizada em termos dietéticos e educação alimentar para que o doente percebesse quais os alimentos que devia escolher e aqueles a evitar para não ter sintomas desagradáveis decorrentes dos tratamentos de radioterapia, ou para reduzir a sua intensidade. No grupo de controlo, os pacientes mantiveram os hábitos alimentares.
 

"Os doentes que receberam a intervenção nutricional individualizada efetivamente tinham resultados mais positivos e estavam melhor do ponto de vista global da sua qualidade de vida a longo prazo", salientou a investigadora.
 

O aconselhamento individualizado permitiu resultados positivos na ingestão nutricional e estado nutricional, melhorou a capacidade funcional, levou a uma menor toxicidade devido aos tratamentos e a uma melhor qualidade de vida dos doentes com cancro colo-retal.
 

A especialista em nutrição realçou a importância de conhecer o doente nas suas especificidades orgânicas, os hábitos alimentares e as preferências, nas especificidades psicológicas e de autonomia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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