Cancro colo-retal: descoberto novo potencial tratamento

Estudo publicado na revista “Oncotarget”

13 janeiro 2016
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Investigadores de Singapura descobriram que a combinação de uma pequena molécula com a quimioterapia pode produzir um efeito sinergístico benéfico para os pacientes com cancro colo-retal, dá conta um estudo publicado na revista “Oncotarget”.
 

No estudo os investigadores da Universidade Nacional de Singapura demonstraram a eficácia de uma pequena molécula, o PRIMA-1met, na inibição do crescimento das células do cancro colo-retal.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que o PRIMA-1met ativava o p53 mutado, um gene supressor tumoral, e promovia a morte das células cancerígenas. O composto demonstrou ter uma atividade pré-clínica promissora em vários tipos de cancros e um bom perfil de segurança.
 

“O cancro colo-retal é conhecido pela baixa taxa de sobrevivência a longo prazo nos adultos. Tendo em conta o excelente perfil de segurança do PRIMA-1met, juntamente com os seus efeitos secundários mínimos e totalmente reversíveis, estamos otimistas que o desenvolvimento deste fármaco como uma abordagem terapêutica direcionada contra o cancro colo-retal, conjuntamente com a quimioterapia, tem potencial para os pacientes”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Chng Wee Joo.
 

O gene p53 é também conhecido como “guardião do genoma” uma vez que codifica para uma proteína importante que ajuda a estabilizar e a reparar o genoma. Quando ocorrem mutações no gene p53, as células tornam-se mais suscetíveis a danos e ficam consequentemente cancerosas. Cerca de metade dos pacientes com cancro colo retal apresentam mutações neste gene. No estudo, os investigadores constataram que o PRIMA-1met era mais eficaz a matar as células cancerígenas do cancro colo-retal que continham o gene p53 mutado.
 

Os investigadores explicaram que, contrariamente a outros fármacos anticancerígenos que induzem danos no ADN e frequentemente têm efeitos secundários graves, o PRIMA-1met é mais favorável uma vez que restaura a estrutura e a função do p53 mutado, promovendo consequentemente a morte das células cancerígenas.
 

Atualmente, o PRIMA-1met encontra-se em ensaios clínicos de fase I /II de doenças malignas hematológicas e cancro da próstata. Neste tipo de ensaios, o fármaco em causa é administrado a um grupo de pacientes com cancros hematológicos e sólidos para testar a sua segurança, eficácia, dose adequada e potenciais efeitos secundários.
 

Os investigadores, liderados por Chng Wee Joo, estão a planear testar se a combinação do PRIMA-1met, com fármacos anticancerígenos, como o fluorouracil e a oxaliplatina que são comummente utilizados no tratamento de cancro colo-retal, poderá otimizar os resultados da quimioterapia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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