Cancro: atuais estratégias não funcionam

É necessário uma reforma radical

06 fevereiro 2013
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Os governos têm de tomar medidas urgentes para travar o “aumento catastrófico” de mortes por cancro, de acordo com os oncologistas que participaram no Fórum Mundial de Oncologia (FMO).
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que no fórum organizado pela Escola Europeia de Oncologia e em parceria com a The Lancet, os especialistas alertaram para a rápida escalada do custo económico e humano do cancro e chamam a atenção para o facto de as “atuais estratégias para controlo do cancro não estarem a funcionar”.
 

Deste modo, os especialistas pedem “medidas urgentes para deter um aumento catastrófico em morte e sofrimento” por cancro, em todo o mundo, e apelam ao cumprimento dos compromissos assumidos na Assembleia Mundial da Saúde, em maio de 2012, para reduzir as mortes prematuras por doenças não transmissíveis, incluindo cancro, em 25%, até 2025.
 

Os participantes no FMO instaram ainda governos e legisladores a comprometerem-se a prosseguir novas estratégias que tenham demonstrado ser eficazes e realizáveis, em qualquer parte do mundo.
 

“Cumprir esses compromissos poderia salvar a vida de um milhão e meio de pessoas por ano, em todo o mundo”, afirmam, sublinhando que as estratégias atuais não se adequam à finalidade, e precisam de uma reforma radical.
 

As medidas propostas pelo FMO passam pela prevenção (redução dos fatores de risco como o tabaco), tratamento (deteção precoce e acesso a diagnóstico, cura e cuidados paliativos) e o apoio aos doentes (acesso eficaz ao controlo da dor, eliminando burocracias e outras barreiras logísticas no acesso à morfina).
 

Os especialistas apontam ainda a necessidade de acelerar a procura de cura para cancros ainda não curáveis, desenvolvendo novas formas de colaboração público-privadas.
 

Para alcançar estes objetivos é necessário educar decisores políticos e cidadãos para combater os entraves a mobilizar forças contra o cancro e incentivar as pessoas a procurarem ajuda médica, o mais cedo possível, perante a mínima suspeita da doença.
 

O cancro é uma das maiores causas de morte em todo o mundo e estima-se que o número de novos casos, por ano, duplique nos próximos 25 anos, atingindo os 22 milhões em 2030.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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