Canabinóide actua na prevenção de Alzheimer

Investigadores espanhóis comprovam eficácia

24 fevereiro 2005
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Um grupo de investigadores espanhóis demonstrou que um canabinóide pode prevenir a perda de memória e reduzir a inflamação cerebral associada à doença de Alzheimer.
 

 

A coordenadora da investigação, Maria de Ceballos, disse que a descoberta «abre uma nova possibilidade» de tratamento para esta doença do cérebro que não tem cura e afecta cerca de 60 mil portugueses.
 

 

A eficácia do canabinoide, substância sintética idêntica ao componente activo da cannabis, foi demonstrada a partir de experiências feitas com um grupo de ratinhos nos quais foi injectada a substância combinada com a proteína amilóide (a proteína que desencadeia a doença).
 

 

Estes ratinhos foram capazes de recordar um caminho que os cientistas lhes tinham ensinado dois meses antes, o que não aconteceu com outros ratinhos que receberam apenas a proteína amilóide e que, além disso, desenvolveram uma grande inflamação cerebral.
 

 

A partir daí, Maria Ceballos, do departamento de Neurodegenerescência do Instituto Cajal do Conselho Superior de Investigações científicas (CSIC) de Espanha, pensou que a substância poderia ser eficaz no tratamento preventivo da doença, depois de conhecer as suas propriedades anti-inflamatórias e neuroprotectoras.
 

 

O trabalho, publicado na revista «The Journal of Neuronscience», serviu também para caracterizar os receptores de canabinóides CB1 e CB2 a partir do estudo de tecido cerebral de doentes com Alzheimer.
 

 

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