Campo magnético combate cancro da próstata

Um novo tratamento para este tumor tão frequente

26 fevereiro 2001
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Vários hospitais universitários em todo o mundo estão a participar num estudo com o objectivo de avaliar a eficácia de um novo tratamento para o cancro da próstata.
 

 

Este tratamento consiste no “aquecimento” focalizado do tumor por intermédio de pequenas partículas metálicas (Thermo-seeds). Estas pequenas “sementes” têm cerca de 5 mm de comprimento e menos de 1 mm de diâmetro. São feitas de uma liga composta de um metal magnético (cobalto) e outro não magnético (paládio).
 

 

O doente é colocado sob anestesia geral e estas pequenas porções metálicas são-lhe implantadas, por via transperineal. A implantação tem de ser realizada com muito cuidado sob orientação de meios imageológicos (ecografia ou fluroscopia), já que a distância entre estes pequenos segmentos metálicos terá que ser uniforme. Depois disso, o doente é colocado num campo magnético que provoca um aquecimento das partículas. Devido à especificidade desta liga metálica, quando a temperatura chega aos 52º C ela perde as suas propriedades magnéticas.
 

 

Um tumor é muito mais sensível ao calor do que um tecido saudável. A partir de 42,5º C as células malignas morrem directamente pela acção do calor, mas em muitos casos a temperatura necessária ainda é menor, já que frequentemente as células tumorais têm um fraco aporte sanguíneo e já se encontram em sofrimento. Logo a partir dos 40ºC a sensibilidade às radiações e aos agentes usados na quimioterapia aumenta.
 

 

Este tratamento ainda é experimental embora os seus efeitos no carcinoma da próstata sejam muito positivos, como o demonstram vários estudos.
 

 

Alguns pacientes já tratados em Berlim, segundo o protocolo que engloba uma sessão semanal durante seis semanas consecutivas junto com radioterapia convencional, conseguiram constatar a destruição do seu tumor. A resolução do processo tumoral, foi comprovada pela diminuição dos valores do PSA sanguíneo de 11,25 ng/ml antes da terapêutica, para 0,39 ng/ml após o tratamento, valor este que se tem mantido ao longo de doze meses. O PSA é o marcador tumoral do carcinoma da próstata, sendo considerado normal valores inferiores a 4 ng/ml.
 

 

 

Fonte: Die Welt
 

 

Adaptado por David Ferreira
 

MNI - Médicos na Internet

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