Campanhas de fármacos para disfunção eréctil aliciam pessoas sem problemas

Especialistas norte-americanos alertam para a situação

01 julho 2004
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 Cada vez mais jovens e com problemas pouco graves de disfunção eréctil. É este o perfil crescente do consumidor de medicamentos como o Viagra, nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo que a competição aumenta no mercado tradicional destas substâncias, as empresas procuram, através da publicidade, atrair consumidores com problemas de disfunção eréctil moderada ou mínima - um potencial mercado de 30 milhões de homens. O número é uma extrapolação feita pelo National Institutes of Health, a partir de vários estudos conduzidos antes da introdução do Viagra no mercado. «Usar o número 30 milhões é como dizer ''Não estão sozinhos'', o que pode ser extremamente reconfortante», diz Michael Kimmel, um sociólogo americano, ao New York Times (NYT). «Por outro lado, ajuda a criar um mercado que é infinitamente maior do que o que existiria de outra forma», acrescenta. A questão surge porque cerca de 80 por cento deste grupo sofre apenas de problemas de disfunção eréctil moderada ou mínima, um «detalhe» que não figura nas campanhas de publicidade. Os críticos nos Estados Unidos acusam as companhias farmacêuticas de tentar passar a ideia que apenas a erecção perfeita é aceitável. «A publicidade desligou-se de qualquer noção de condição médica ou doença. Hoje, tomam-se estes medicamentos porque se é menos perfeito do que se quer ser. É como branqueador dos dentes», disse Leonore Tiefer, professora de psiquiatria na Universidade de Medicina de Nova Iorque, ao NYT. Fonte: Público

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