Campanha de higiene das mãos: dois terços dos profissionais aderiram

Declarações de uma especialista da DGS

08 maio 2012
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A campanha de higiene das mãos, lançada há três anos nas unidades de saúde, contou com a adesão de dois terços dos profissionais de saúde, mas há hospitais onde a adesão é de apenas 19%, segundo uma especialista da DGS.

 

“A taxa de adesão global nacional é de 66%, o que é bastante bom, porque se não fizermos nenhuma intervenção esta taxa raramente excede os 50%”, revelou à agência Lusa a chefe da Divisão de Segurança do Doente, da Direção-Geral da Saúde.

 

Portugal aderiu, em outubro de 2008, a esta campanha, promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com vista a prevenir infeções entre os doentes e os profissionais do setor.

 

Cristina Costa adiantou que os resultados da campanha foram “bastante positivos”, com mais unidades de saúde e profissionais a aderir. A taxa de adesão dos enfermeiros é mais elevada, mas, desde o início da campanha, esta taxa tem vindo a aumentar em todos os grupos profissionais.

 

“A taxa de adesão dos médicos, por várias razões, não é tão boa como a dos enfermeiros, mas é um problema que também se passa a nível internacional”, observou, defendendo a necessidade de desenvolver estratégias para levar os médicos a aderirem mais.

 

Há muitas unidades de saúde interessadas em participar na campanha e o “grande investimento” que tem sido feito pelas que já aderiram tem tido resultados “bastante positivos”.

 

No entanto, lamentou, ainda há unidades de saúde com taxas de adesão dos profissionais à higiene das mãos de 19%, enquanto há outras com 86%.

 

Relativamente aos casos em que a adesão é muito baixa, Cristina Costa afirmou que é preciso analisar o que está a falhar nas cinco componentes da estratégia da OMS.

 

A responsável adiantou que é necessário haver instrumentos para que “as unidades de saúde avaliem o seu próprio desempenho, identifiquem as áreas que não estão a funcionar em pleno e definam as medidas que têm de ser implementadas para melhorar”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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