Campanha de alerta para riscos associados à automedicação com omeprazol

Alerta do Infarmed

19 janeiro 2017
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O Infarmed vai alertar a população para os riscos da automedicação com omeprazol, um fármaco para a úlcera gástrica e a doença do refluxo gastro esofágico, cuja utilização prolongada sem indicação clínica tem “efeitos adversos importantes a prazo”.
 

O presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), Henrique Luz Rodrigues, referiu à agência Lusa que está preocupado com a forma como os portugueses estão a consumir este fármaco, da classe dos inibidores da bomba de protões.
 

Este é um medicamento que pode ser vendido sem receita médica e cuja indicação clínica é a úlcera gástrica e a doença do refluxo gastro esofágico. No entanto, os profissionais de saúde têm alertado para outros usos indevidos, como o simples alívio de sensações de enfartamento.
 

Nos primeiros nove meses deste ano, os portugueses adquiriram mais de 2,1 milhões de embalagens de omeprazol. Segundo Henrique Luz Rodrigues, esta é uma “preocupação mundial”.
 

“As pessoas estão a automedicar-se com um medicamento que tem efeitos adversos importantes a prazo”, disse.
 

Para o presidente do Infarmed, a solução não passa tanto pela obrigatoriedade de prescrição médica, mas sim no conhecimento que os doentes devem ter sobre este fármaco e dos riscos que correm ao tomá-lo por iniciativa própria.
 

“Uma das preocupações do Infarmed é fazer essa divulgação”, referiu, revelando que este organismo vai avançar com uma campanha de sensibilização, cujo principal objetivo é “melhorar a automedicação”.
 

Henrique Luz Rodrigues alertou para alguns dos riscos da toma prolongada deste fármaco, como a contribuição para a osteoporose nas mulheres.
 

No caso dos doentes com infeções respiratórias, este medicamento “pode contribuir para o agravamento”, acrescentou.
 

Apesar de reconhecer que existem outros medicamentos que também devem merecer a atenção do regulador, Henrique Luz Rodrigues disse que esta campanha vai ser a primeira e deverá começar ainda este mês ou em fevereiro com o objetivo de “alertar para os efeitos adversos e para as alternativas que possam ser benéficas”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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