Campanha "Call to Action"

UNICEF pretende salvar a vida de 45 milhões de crianças até 2035

15 junho 2012
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A UNICEF acaba de lançar uma campanha, em parceria com 80 governos, para salvar a vida de 45 milhões de crianças até 2035, com tratamentos para doenças curáveis como a pneumonia, paludismo ou diarreia, dá conta uma notícia avançada pela agência Lusa.

 

A campanha "Call to Action" promovida pela ONU com os governos dos Estados Unidos e Índia foi lançada num fórum de alto nível em Washington, nos EUA, envolve também parceiros do setor privado, sociedade civil e organizações religiosas e é um "renovar da promessa para as crianças de todo o mundo", afirma o diretor da UNICEF.

 

"Temos as ferramentas, os tratamentos e a tecnologia para salvar milhões de vidas cada ano e não há desculpa para não as usarmos", revelou o diretor da agência da ONU para as Crianças (UNICEF) Anthony Lake, antes do lançamento da iniciativa.

 

Para Anthony Lake, atingir o objetivo implica um foco nas doenças que mais contribuem para a mortalidade infantil - diarreia, pneumonia e paludismo - aumentando a disponibilidade de tratamentos de baixo custo nos países mais afetados.

 

De acordo com dados da ONU, nos últimos 40 anos, a mortalidade infantil diminui mais de 50%, devido a novas vacinas, melhores cuidados de saúde e investimento na educação.

 

Em 2010, 57 crianças em cada mil morreram antes de completarem cinco anos, a maioria vítimas de doenças curáveis, situando-se na África e Sul da Ásia as regiões mais problemáticas.

 

O objetivo da campanha "Call To Action" é reduzir este total para quase um terço - 20 fatalidades em 1.000 até 2035, o que significaria salvar a vida de 45 milhões de crianças durante esse período.

 

A estratégia passa por aumentar os recursos nos 24 países responsáveis por 80% das mortes, com enfoque nas populações mais afetadas e nas doenças que levam a mais fatalidades. A campanha tem ainda uma componente de educação de mulheres e crianças e medir os resultados de maneira mais eficaz.

 

Para o diretor da agência norte-americana para o Desenvolvimento (USAID), a tarefa está ao alcance da comunidade internacional. "O desenvolvimento pode ser repleto de problemas que temos poucas formas de resolver. Ajudar uma criança a alcançar o seu quinto aniversário não é um deles", afirmou Rajiv Shah.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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