Campanha antitabágica dirigida aos adolescentes assinala Dia Europeu do Ex-Fumador
Campanha organizada pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia
27 setembro 2018
A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) assinalou o Dia Europeu do Ex-Fumador com uma campanha junto dos adolescentes para que abandonem o cigarro, anunciou a agência Lusa.
Trata-se da campanha "#EUNÃOFUMO", especialmente dirigida aos adolescentes, sendo nesta faixa etária que se regista um aumento do consumo tabágico.
José Pedro Boléo-Tomé e Paula Rosa, coordenadores da Comissão de Trabalho de Tabagismo da SPP, mostram-se preocupados com alguns dos dados relativos ao consumo de tabaco pelos adolescentes: “preocupam-nos, sobretudo, o aumento do consumo na população dos 15 aos 24 anos, muito em especial nas raparigas, que é onde ocorre o aumento maior".
Segundo os mesmos responsáveis, há ainda outros dados preocupantes, uma vez que aos 18 anos 62% dos jovens já experimentou tabaco, e 43% consumiu nos últimos 30 dias.
Perante esta realidade – e respondendo ao apelo de escolas e encarregados de educação – a SPP lançou a campanha "#EUNÃOFUMO" e enviou para várias escolas nacionais um vídeo sob a temática “o tabagismo na adolescência”.
Neste vídeo, produzido pela SPP, o médico pneumologista Bruno Von Amann aborda de uma forma clara as principais questões relativas ao consumo de tabaco nas camadas mais jovens.
“Estes jovens vão ser os fumadores e doentes de amanhã", "são muito permeáveis às novas estratégias de marketing das tabaqueiras" e ainda pouco foi feito para "inverter esse processo e criar uma geração livre de tabaco”, disseram os coordenadores.
Os médicos pneumologistas consideram ainda essencial dar atenção à questão emergente dos cigarros eletrónicos ou tabaco aquecido: “a experiência de outros países mostra que são produtos apelativos aos mais novos, que a experimentação tem aumentado significativamente e que funcionam como porta aberta para experimentar outros produtos, como o cigarro convencional ou outras drogas recreativas".
A SPP, à semelhança da Entidade Reguladora da Saúde e da Organização Mundial de saúde, não recomenda a utilização de nenhum destes produtos, e manifesta "sérias preocupações em relação à sua evolução futura”.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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