Caminhada e corrida reduzem risco cardiovascular

Estudo publicado na “Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology”

09 abril 2013
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A caminhada rápida pode reduzir o risco de diabetes, hipertensão e  níveis de colesterol elevados com a mesma eficácia que a corrida, sugere um novo estudo.
 

Conduzido pelo Lawrence Berkeley National Laboratory, Life Science Division, EUA, este estudo baseou-se em dados recolhidos de um estudo baseado em 33.060 voluntários que se dedicavam à corrida e em 15.046 que praticavam caminhada com frequência.
 

Os participantes, que tinham idades compreendidas entre 18 e 80 anos, foram submetidos a questionários sobre as suas atividades de corrida e caminhada, tendo as mesmas sido avaliadas tendo em conta a distância, em vez do tempo despendido. Os voluntários foram acompanhados durante um período de seis anos.
 

A equipa de investigadores, liderada por Paul T. Williams, cientista naquela instituição, descobriu que a mesma quantidade de energia empregue tanto na caminhada de intensidade moderada, como na corrida de forte intensidade, produz reduções semelhantes no risco de hipertensão, diabetes e doença coronária.
 

O dispêndio de energia foi comparado a relatos dos participantes relativamente à incidência de hipertensão, altos níveis de colesterol, diabetes e doença coronária diagnosticados clinicamente.
 

Os resultados do estudo revelaram uma redução de 4,2% no risco de ocorrência de hipertensão pela primeira vez através da corrida e de 7,2% em consequência da caminhada. Os níveis elevados de colesterol foram reduzidos em 4,3% com a corrida e em 7% com a caminhada. O risco de ocorrência de diabetes apresentava uma diminuição de 12,1% com a corrida e de 12,3% com a caminhada. Finalmente, registou-se uma redução no risco de doença coronária de 4,5% com a corrida e de 9,3% com a caminhada.
 

Paul T. Williams comentou que “caminhar poderá, para algumas pessoas, constituir uma atividade mais acessível do que a corrida. No entanto, quem opta pela corrida acaba por praticar o dobro do exercício físico do que é praticado pelas pessoas que se dedicam à caminhada. Isto deve-se provavelmente ao facto de conseguirem fazer o dobro no espaço de uma hora”.
 

Um estudo de 2012 tinha já demonstrado que a prática de exercício físico na meia-idade protege o coração. Portanto, as pessoas que estão sempre a procurar desculpas para não praticarem exercício físico “têm uma escolha concreta entre correr e caminhar e investir na sua saúde futura”, conclui o líder do estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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