Calvície provocada por "erro"
28 dezembro 2001
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O factor-chave causador da alopecia areata, uma alteração capilar que muitas vezes ataca até as crianças, tornando-as calvas, foi identificado por investigadores do Techicon-Israel Institute of Tecnology e está num erro do sistema imunitário. O estudo, publicado ontem no Jornal de Investigação Dermatológica, sugere que os futuros tratamentos podem envolver a dessensibilização do sistema imunitário humano as substâncias que desencadeiem a doença.  

 

Os investigadores demonstraram anteriormente que, na alopecia areata, os glóbulos brancos do sistema imunitário atacam os folículos do cabelo, bolhas de células da pele em que o ar está inserido.  

 

Mas o que causa este ataque ainda não estava esclarecido. Os dados obtidos na nova investigação mostram que as proteínas produzidas pelos melanócitos, células pigmentadas de cabelo que produzem células, proporcionam o ataque quando o organismo confunde moléculas dentro dessas células com substâncias estranhas. "A Alopecia areata pode ter origem numa condição emocional e quanto a essa situação, não há cura possível", disse Amos Gilhar, professor de medicina e o coordenador do estudo.  

 

O facto, no entanto, é que a classe médica ficou interessada no estudo. "Esta descoberta é muito importante. Se se conseguiu identificar o inimigo, pode-se agora desenvolver melhor a munição para o destruir", afirmou Alice Gotlieb, professora de medicina e directora do Centro de Investigação Clínica da Universidade de Nova Jérsia, e especialista na matéria.  

 

A Alopecia areata começa normalmente com uma ou mais pequenas falhas de cabelo no couro cabeludo e muitas vezes vai até à calvície total, chamada alopecia totalis. Em casos extremos pode mesmo espalhar-se pelo corpo todo, tomando o nome de alopecia universalis. Muitas vezes começa na mais tenra idade, o que pode ser uma catástrofe psicológica para os doentes. A situação atinge cerca de 1,7 por cento da população dos jovens, nos EUA.  

 

No estudo referido foram implantadas em ratos partes de pele sem cabelo, que não foram rejeitadas, tendo-se verificado que cresceu cabelo, uma vez que a cobaia tinha o sistema imunitário dessensibilizado.  

 

Mas as experiências com seres humanos têm revelado que existem outros factores, ainda não muito claros, que não permitem o pleno êxito do combate à calvície.  

 

Fonte:Diário de Notícias  

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